Brasil

Padre é afastado após ser denunciado por usar Instituto Bíblico como motel: ‘transas profanas’

Conforme denúncia, as transas ocorriam até mesmo depois da celebração de missas.


Redação AM POST*

A Arquidiocese de Brasília encerrou as atividades do Instituto Bíblico, na Asa Norte, após tomar conhecimento de que o padre Brás Costa mantinha relações sexuais no local com um enfermeiro que prestava serviços à instituição. O arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar Costa, reforçou, em nota, que sua “decisão é contrária à permanência do padre Brás no território da Arquidiocese de Brasília”.

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O caso veio à tona depois que o enfermeiro entregou dossiê para a Arquidiocese com fotos, vídeos e conversas de WhatsApp revelando que o padre usava o local sagrado como motel. Apesar de o caso não configurar crime no Código Penal Brasileiro, a prática fere o Código de Direito Canônico da Igreja Católica e abala a confiança dos fiéis que acompanhavam as missas celebradas pelo sacerdote.

Conforme o enfermeiro, ele começou a ser “agradado” por Brás Costa com a garantia de emprego em troca de “transas profanas”. O Instituto Bíblico encerrou suas atividades no último dia 12 e, desde então, o religioso exercia suas funções eclesiásticas numa paróquia do Riacho Fundo.

O profissional da saúde relatou, ainda, que as primeiras abordagens vinham acompanhadas de elogios ao seu corpo atlético, além de apalpadas nos braços, nas nádegas e até no órgão reprodutor dele. “Além do padre Brás, quase todos os seminaristas do instituto sabiam e muitos participavam das sessões de sexo. Eu acabei cedendo às investidas”, afirmou.

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De acordo com o padre, o rapaz tentou chantageá-lo. “Ele prestou serviço no instituto e, há alguns meses, quis me extorquir com essas fotos. Como não cedi, ele procurou a imprensa”, defendeu-se.

Confrontado com o vídeo em que ele elogia o pênis do enfermeiro, o padre respondeu à coluna que “só disse que [o pênis dele] era bonito”. Em seguida, o pároco encerrou a conversa.

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Veja prints das conversas:

Leia a nota na íntegra da Arquidiocese de Brasília:
“O Sr. Arcebispo Dom Paulo Cezar Costa tomou conhecimento acerca da situação do Instituto Bíblico de Brasília.

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Diante das circunstâncias que conheceu, considerando tradições e peculiaridades próprias da Igreja Católica, instituiu a Visita Canônica ao referido Instituto no mês de Nov/2021, designando responsáveis para apurar eventuais irregularidades, de modo que pudesse decidir a respeito do futuro institucional da entidade, cujo resultado foi ‘encerrar as atividades’.

Quanto aos fatos apontados pelo Sr. F., importante dizer que a Arquidiocese de Brasília, na pessoa do Sr. Arcebispo o acolheu, ouvindo suas declarações e lhe prestando assistência, encaminhando as providências próprias que lhe cabe no âmbito religioso.

Entretanto, no que toca ao sentimento de assédio por parte do denunciante, não cabe a Igreja trazer definições. Pois aquele que se sentir lesado em sua honra tem o direito de buscar o Poder Judiciário para sanar o dano que supostamente lhe tenha sido causado por outrem. Recomenda-se que o denunciante busque solucionar esta situação perante a Justiça Civil do País, isso porque foge a jurisdição canônica da Igreja.

Quanto ao Pe. Brás Ivan Costa Santos, importante destacar que ele não faz parte do Clero de Brasília, dessa forma, a responsabilidade pela situação canônica e religiosa do padre compete ao Bispo da Diocese de Lugano, na Suíça, onde o mesmo foi ordenado padre e se encontra incardinado.

Dom Paulo Cezar já pediu providências ao Bispo de Lugano, na Suíça, informando sua decisão contrária à permanência do Pe. Brás Ivan no território da Arquidiocese de Brasília. Além disso, o Arcebispo de Brasília continuará empenhando todos os esforços, dentro de suas competências canônicas, para resolver a situação”.

*Com informações do Metrópoles