Pai de santo é alvo de investigação por supostos abusos sexuais em terreiro
Denúncias envolvem frequentadoras e uma adolescente; suspeito nega as acusações.

Foto: Reprodução/Vinicius Schmdit
Notícias do Brasil – A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga Leandro Mota Pereira, conhecido como Pai Leandro de Oxossi, por suspeitas de abusos sexuais contra mulheres e uma adolescente que frequentavam um terreiro de umbanda em Sobradinho. As denúncias referem-se a episódios ocorridos entre maio de 2024 e junho de 2025.
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De acordo com relatos recebidos, o suspeito teria usado sua influência espiritual para justificar ações que teriam ocorrido sem o consentimento das vítimas. Há ainda menções a ameaças feitas para impedir que os casos fossem denunciados.
Uma adolescente contou que, durante uma estadia no terreiro, ingeriu uma bebida oferecida pelo pai de santo e despertou em situação que a deixou desconfortável, além de ter sofrido ameaças para manter silêncio.
Em várias oportunidades, o pai de santo sussurrava no ouvido da garota: ” O Zé já me falou que você quer”. O líder do terreiro usava a figura de “Zé Pilintra”, uma entidade popular na cultura afro-brasileira, para justificar suas ações criminosas. Logo depois, Leandro começava os abusos sexuais. De acordo com vítima, ele costumava simular a incorporação de “Seu Zé”, e que a entidade falava para a jovem que ela deveria manter relações com o chefe do terreiro.
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Outra mulher relatou que foi convidada para encontros em locais ligados ao suspeito, onde diz ter sofrido constrangimento e perseguição, o que a levou a mudar de cidade para se proteger. Segundo a vítima, ela foi até o estabelecimento e ouviu do pai de santo que ele precisava “ensiná-la algo” e disparou: “Vamos começar a transar e ninguém vai ver”.
Controlador, Leandro ameaçou a vítima afirmando que havia “hackeado o celular” dela e conseguia ver todas as mensagens. Em um dos estupros, o religioso teria amarrado as mãos da mulher para trás e utilizado um cinto para bater nas costas e nádegas da vítima. Mesmo com os pedido para cessar com as agressões, o pai de santo teria prosseguido.
O investigado nega as acusações e afirma que atua de forma transparente em sua função religiosa.
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