O pai do menino João Miguel, que desviou o dinheiro doado para o tratamento do filho, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão pela Justiça de Minas Gerais. Ele foi denunciado por estelionato.
De acordo com a denúncia, Matheus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, gastou quase R$ 500 mil da campanha que tinha arrecadado mais de R$ 1 milhão para o pequeno João Miguel, que sofria de atrofia muscular espinhal (AME). O menino morreu em outubro deste ano, pouco depois de fazer dois anos de idade.
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De acordo com os autos, Matheus Henrique se mudou para Salvador, na Bahia, e usou o dinheiro para ostentar uma vida de luxo. A esposa e o filho continuaram na cidade de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas Gerais.
A Justiça também ordenou que Matheus continue preso preventivamente enquanto o processo segue nas instâncias superiores.
O dinheiro que restou da campanha segue bloqueado por ordem judicial.
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Matheus Henrique foi absolvido da acusação de abandono material.
O CASO
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Mateus Henrique Leory foi preso pela polícia em um apart hotel de frente para a praia, em Salvador, onde ele morava. Segundo a investigação, ele gastava o dinheiro com festas, bebidas, roupas, joias e até drogas.
– Fomos procurados pela mãe, que disse que o marido dela vinha apresentando um comportamento estranho desde maio. Ele começou a se afastar da família e a não participar com empenho das campanhas que eram feitas em prol do filho – disse o delegado Daniel Gomes, da delegacia de Conselheiro Lafaiete.
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Além da denúncia, a mãe do menino apresentou extratos bancários que demonstravam as retiradas das contas. O dinheiro estava dividido em quatro contas correntes, sendo duas administradas pela mãe e duas pelo pai. No entanto, Mateus tinha a senha de todas as contas e fazia transferências online para aquelas que ficavam sob sua responsabilidade.
A família também contou para a polícia que Mateus saiu de Conselheiro Lafaiete no dia 8 de maio. Ele justificou a ausência afirmando que faria um curso de vigilante em Belo Horizonte. Desde então, voltou para a cidade da família apenas duas vezes, ainda assim em passagens rápidas, e nunca dava satisfações sobre o suposto curso de vigilante.
Mateus e a esposa eram casados há 13 anos.