Pais não poderão mais lucrar com filhos nas redes sociais, prevê nova regra do ECA Digital
Governo endurece regras e impede pais de lucrar com imagem de crianças sem autorização da Justiça.
- Foto: Reprodução/ChatGPT
Resumo
Nova regulamentação do ECA Digital proíbe monetização de conteúdo com crianças sem autorização judicial. Famílias terão 90 dias para se adequar às novas regras.
Notícias do Brasil – Famílias de influenciadores mirins não poderão mais lucrar com conteúdos envolvendo crianças e adolescentes nas redes sociais sem autorização judicial. A medida faz parte do novo decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que regulamenta o chamado ECA Digital e estabelece um prazo de 90 dias para adequação. Após esse período, conteúdos monetizados sem autorização poderão ser retirados do ar.
Monetização sem autorização será barrada
A principal mudança é direta: pais e responsáveis não poderão mais monetizar conteúdos com filhos menores de idade sem decisão judicial autorizando.
A regra vale para casos em que a imagem ou a rotina da criança é explorada de forma frequente, como ocorre com influenciadores mirins.
Caso a exigência não seja cumprida, as plataformas digitais serão obrigadas a remover imediatamente os conteúdos.
Na prática, isso muda completamente o modelo de produção de conteúdo familiar que hoje gera renda em redes sociais.
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Prazo de 90 dias para adequação
O decreto estabelece um período de transição de três meses para que famílias, criadores e plataformas se adaptem.
Após os 90 dias, qualquer conteúdo monetizado ou impulsionado que não tenha autorização judicial poderá ser considerado irregular.
Isso significa que perfis que hoje lucram com a exposição de crianças terão que buscar regularização ou interromper esse tipo de atividade.
Conteúdos abusivos estão proibidos
Além da exigência judicial, o texto também proíbe a monetização de conteúdos que exponham crianças e adolescentes a situações:
- Vexatórias
- Constrangedoras
- Degradantes
- Violadoras de direitos
A medida busca coibir práticas que transformam a exposição infantil em entretenimento, muitas vezes sem considerar os impactos psicológicos.
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Redes sociais passam a ter responsabilidade direta
As plataformas digitais terão papel ativo na fiscalização.
Segundo o decreto, redes sociais deverão exigir a comprovação de autorização judicial para permitir monetização ou impulsionamento de conteúdos com menores.
Caso contrário, o material deverá ser removido.
Isso transfere parte da responsabilidade para empresas de tecnologia, que passam a atuar como filtro no cumprimento da lei.
ECA Digital amplia proteção no ambiente online
As novas regras fazem parte do chamado ECA Digital, que complementa o Estatuto da Criança e do Adolescente no ambiente virtual.
A legislação estabelece uma série de medidas para aumentar a proteção de menores na internet, incluindo:
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- Verificação de idade em conteúdos sensíveis
- Restrições a práticas como rolagem infinita de feed
- Limitações na reprodução automática de vídeos
O objetivo é reduzir riscos associados ao uso excessivo e à exposição precoce no ambiente digital.
Governo endurece discurso contra crimes digitais
Durante o anúncio, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país passa a adotar uma das legislações mais rígidas do mundo na proteção de crianças online.
Segundo ele, a intenção é combater crimes e abusos que migraram para o ambiente digital.
“Que fique claro: o que é crime real é crime no ambiente digital”, declarou.
Nova estrutura para fiscalização
Além do decreto, o governo também criou o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado à Polícia Federal.
O órgão será responsável por centralizar denúncias de crimes digitais envolvendo menores.
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Outra medida foi o fortalecimento da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que terá papel na regulamentação técnica e fiscalização das novas regras.
Impacto direto para influenciadores mirins
A nova legislação deve atingir em cheio o mercado de influenciadores mirins, que movimenta milhões nas redes sociais.
Famílias que transformaram o cotidiano dos filhos em conteúdo monetizado terão que se adaptar rapidamente às novas exigências.
Sem autorização judicial, a monetização simplesmente deixa de existir.
Mudança redefine limites entre exposição e proteção
A regulamentação marca uma mudança de paradigma: a exposição infantil deixa de ser tratada apenas como escolha familiar e passa a ser questão legal.
A partir de agora, lucrar com a imagem de crianças exige controle judicial e responsabilidade ampliada.
No fim das contas, a regra é clara: criança não é conteúdo — e muito menos fonte de renda sem proteção.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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