Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

“Palavra da vítima falou mais alto”, decisão histórica afasta ministro do STJ por assédio sexual

Primeira decisão do tipo na história da Corte reconhece casos de importunação sexual e pode abrir precedente para punições mais severas no Judiciário.

Por Arquipo Goes

07/08/2026 às 09:41

  • O STJ aprovou a perda do cargo do ministro Marco Buzzi por 19 votos a 4, em decisão ligada a acusações de importunação sexual.
  • A medida segue a regra do CNJ que substituiu a aposentadoria compulsória pela perda do cargo, e, se confirmada pelo STF, ele será o primeiro ministro de tribunal superior a perder o cargo por processo disciplinar.
  • A defesa promete recorrer, negando as acusações e questionando as provas, enquanto o ministro também responde a investigações do CNJ e do STF.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: Gustavo Lima/STJ

Notícias do Brasil – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) protagonizou uma decisão inédita nesta quinta-feira (6) ao determinar a perda do cargo do ministro Marco Buzzi, responsabilizado por casos de importunação sexual. A punição foi aprovada por 19 votos a 4 e representa um marco na história do Judiciário brasileiro.

O magistrado estava afastado das funções desde fevereiro deste ano, quando vieram à tona denúncias envolvendo uma jovem de 18 anos e uma ex-servidora de seu gabinete. Apesar da decisão do STJ, a medida ainda será submetida ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por confirmar sua validade.

PUBLICIDADE

Leia também: Motorista de aplicativo morre após carro invadir pista contrária e atingir van na Avenida do Turismo em Manaus; veja os vídeos

Denúncias deram origem ao processo

As investigações começaram após uma jovem denunciar ter sido vítima de importunação sexual durante uma viagem à casa de praia do ministro, em Balneário Camboriú (SC). Pouco tempo depois, uma ex-assessora do gabinete também procurou as autoridades para relatar episódios de assédio ocorridos no ambiente de trabalho ao longo de cerca de dois anos.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), as apurações apontaram que Marco Buzzi realizou contatos físicos sem consentimento, fez comentários de natureza sexual, exibiu conteúdos considerados impróprios e manteve comportamentos ofensivos e intimidatórios contra as vítimas.

Durante o julgamento, todos os ministros presentes concordaram que havia elementos suficientes para responsabilizar o magistrado. A divergência ocorreu apenas sobre a penalidade: enquanto a maioria votou pela perda do cargo, quatro ministros defenderam a aposentadoria compulsória.

PUBLICIDADE

Nova regra muda punição de magistrados

O caso é o primeiro a aplicar a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que substituiu a aposentadoria compulsória pela perda do cargo como sanção máxima em processos disciplinares contra magistrados.

Caso a decisão seja confirmada pelo STF, Marco Buzzi se tornará o primeiro integrante de um tribunal superior brasileiro a perder definitivamente o cargo em decorrência de um processo administrativo disciplinar.

Defesa promete recorrer

A defesa do ministro negou todas as acusações e informou que recorrerá da decisão. Os advogados sustentam que não existem provas suficientes para confirmar os relatos apresentados pelas denunciantes e afirmam que parte das acusações é incompatível com as limitações físicas do magistrado.

Além do processo disciplinar julgado pelo STJ, Marco Buzzi também responde a investigações conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão teve ampla repercussão no meio jurídico. Em comentário após o julgamento, a jornalista Adriana Araújo afirmou que “a dor e a palavra de uma mulher valeram mais do que o poder de um juiz”, destacando o caráter histórico da condenação.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Essas crianças autistas não estão fugindo ou escondendo-se, elas, de fato, estão perdidas, à espera de que alguém va ao seu alcance.

Anne Alvarez

Últimas notícias

Polícia

Triângulo amoroso lésbico sai do controle e termina com sangue e três mulheres em hospital de Manaus

Briga teria começado após uma mulher flagrar a companheira com outra em um bar na Zona Leste da capital.

há 6 minutos

Violência nas escolas

Horror na Tailândia: adolescente mata os avós, invade escola e deixa oito mortos em ataque a tiros

Jovem de 14 anos matou familiares antes de abrir fogo dentro da instituição de ensino. Professores foram mortos e dezenas de pessoas ficaram feridas.

há 37 minutos

Amazonas

Tambaqui em perigo: peixe que reina nas mesas do Amazonas pode ser extinto

Classificação como espécie “Vulnerável” reacende o debate sobre a preservação dos estoques naturais e preocupa pescadores, comerciantes e famílias que dependem do pescado no Amazonas.

há 50 minutos

Justiça

Reviravolta no caso: Justiça revoga prisão de empresário investigado por matar ex-funcionário venezuelano em Manaus

Celso Tavares, que era considerado foragido, terá de cumprir medidas cautelares, como entregar o passaporte e não manter contato com testemunhas.

há 1 hora

Brasil

Menino de 3 anos morre após ser espancado e abusado pelo pai e madrasta

Gustavo Veloso Feitosa foi encontrado morto na piscina da casa do pai, em Palmas; perícia apontou múltiplas agressões e violência sexual.

há 2 horas