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Para blindar Lulinha na CPMI do INSS, ministro Flávio Dino contrariou entendimento do STF

Corte considerou legais decisões coletivas de comissões parlamentares, usadas em investigações como a da Covid e dos atos de 8 de janeiro.

Por Marcia Jornalist

06/03/2026 às 08:51 - Atualizado em 25/03/2026 às 12:16

Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino durante sessão plenária em Brasília

Foto: STF

Resumo

Decisão do ministro Flávio Dino que anulou a votação da CPMI do INSS reacendeu debate jurídico no Congresso ao contrariar precedentes do próprio STF e suspender investigações aprovadas em bloco, incluindo medidas que poderiam atingir investigados ligados ao esquema.

Notícias do Brasil- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariou entendimento já aplicado pela própria Corte ao anular a votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, decisão que acabou blindando investigações e suspendeu requerimentos que poderiam atingir personagens ligados ao esquema — entre eles o empresário conhecido como “Lulinha”.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5), quando Dino anulou a votação realizada pela CPMI na semana anterior, que havia aprovado em bloco 87 requerimentos de investigação.

Entre as medidas aprovadas estavam pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de investigados, além de solicitações de documentos e convocações de testemunhas.

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O ministro estendeu para todos os requerimentos a decisão anterior tomada na quarta-feira (4), quando já havia suspendido a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger.

Com isso, toda a votação realizada pela comissão foi invalidada.


Votação em bloco é prática comum no Congresso

A decisão gerou reação entre parlamentares porque a votação em bloco é uma prática comum em comissões parlamentares de inquérito no Congresso Nacional.

Na semana passada, a CPMI aprovou os requerimentos de forma conjunta, por meio de votação simbólica — procedimento usado quando não há divergência explícita entre os membros.

Esse mesmo método já foi adotado em outras investigações relevantes, como a CPI da Pandemia, no Senado, em 2021, e a CPI dos Atos de 8 de Janeiro, realizada em 2023.

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Na CPI que investigou os ataques às sedes dos Três Poderes, por exemplo, 57 requerimentos foram aprovados de uma só vez, sendo que 45 deles determinavam quebras de sigilo de investigados.


Precedente do STF aponta entendimento diferente

A decisão de Dino também chamou atenção por divergir de um precedente recente do próprio Supremo Tribunal Federal.

Durante a CPI da Pandemia, a empresa VTCLog tentou suspender a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, alegando irregularidades no processo.

LEIA MAIS: STF nega prisão domiciliar e mantém Bolsonaro preso em Brasília

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Na ocasião, o ministro Dias Toffoli rejeitou o pedido e manteve as decisões tomadas pela comissão parlamentar, reconhecendo a legitimidade do procedimento adotado pelo Congresso.

Especialistas apontam que a divergência entre as decisões pode reacender o debate sobre os limites de atuação do Judiciário em relação às CPIs e CPMIs.


Debate político e jurídico

A anulação da votação da CPMI do INSS abre um novo capítulo na disputa política em torno da investigação do suposto esquema envolvendo benefícios previdenciários.

Parlamentares da oposição argumentam que a decisão enfraquece a atuação da comissão e pode atrasar o avanço das apurações.

Já aliados do governo defendem que a medida garante o respeito a garantias legais e evita eventuais abusos nas investigações.

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Enquanto isso, a CPMI ainda avalia quais medidas poderá adotar para retomar a análise dos requerimentos e dar continuidade aos trabalhos.

 

 

 

 

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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