Partido Novo questiona atuação de Janja em desfile de carnaval e pede investigação ao TCU
A alegoria integra o desfile da Acadêmicos de Niterói, programado para este domingo na Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
- Foto: divulgação
Resumo
O Partido Novo protocolou representação no TCU pedindo apuração sobre suposto uso da estrutura da Presidência da República na organização de um carro alegórico da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Lula no Carnaval 2026. A legenda também solicitou medida cautelar para suspender apoio institucional.
Notícias do Brasil – O Partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União solicitando investigação sobre possível desvio de finalidade e uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do carro alegórico “Amigos do Lula”.
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A alegoria integra o desfile da Acadêmicos de Niterói, programado para este domingo na Sambódromo da Marquês de Sapucaí, durante o Carnaval 2026.
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De acordo com parlamentares do partido, servidores e integrantes do cerimonial do Palácio do Planalto teriam atuado na organização de convites, na coordenação de convidados e na logística do desfile, que contará com a presença da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja.
A legenda sustenta que a escola, cujo enredo presta homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria recebido ao menos R$ 1 milhão em recursos federais.
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Na representação, o Novo argumenta que pode ter havido afronta aos princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública, além de eventual descumprimento de norma da Advocacia-Geral da União que condiciona apoio estatal a ações vinculadas ao cônjuge presidencial ao interesse público.
O partido também requereu medida cautelar para suspender qualquer apoio institucional ao carro alegórico até que a Corte de Contas conclua a análise do caso.
Desdobramentos no TSE e na Embratur
Além do pedido ao TCU, o partido já havia apresentado representação ao Tribunal Superior Eleitoral, alegando possível propaganda eleitoral antecipada relacionada ao enredo e à exposição do presidente durante o desfile.
A Embratur também foi citada em questionamentos anteriores, após recomendação da área técnica do TCU para suspensão de recursos federais destinados à escola.
O caso ocorre em meio a debates sobre o uso de verbas públicas em eventos culturais com conteúdo político, ampliando a discussão sobre limites institucionais em ano pré-eleitoral.
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