Paulinho da Força descarta anistia a Bolsonaro e diz que PL da Dosimetria pode apenas reduzir pena
Paulinho da Força criticou a postura do PL, que, segundo ele, está “pondo dificuldade” e não aceita a proposta de dosimetria.
- Agência Câmara
Notícias do Brasil – O relator do Projeto de Lei da Dosimetria, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou nesta segunda-feira (8/12) que não há qualquer possibilidade de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dentro de seu relatório. A declaração, feita ao Metrópoles, desmonta a principal condição imposta pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para retirar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026.
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“Anistia para Bolsonaro está fora de questão”, disse o deputado. Ele explicou que o texto prevê revisão de penas aplicadas a réus dos atos antidemocráticos, mas mesmo a redução prevista — que poderia diminuir a condenação de Bolsonaro de 27 anos e 3 meses para 2 anos e 4 meses — não mudaria sua inelegibilidade.
“Meu texto contempla o Bolsonaro, só não resolve o problema dele”, afirmou Paulinho.
PL trava na Câmara e não deve prosperar no Senado
Paulinho da Força criticou a postura do PL, que, segundo ele, está “pondo dificuldade” e não aceita a proposta de dosimetria. A urgência da matéria foi aprovada em setembro, por 311 votos a favor, mas, na visão do relator, o projeto não encontra ambiente favorável no Senado.
O texto beneficia condenados relacionados às manifestações ocorridas desde o segundo turno das eleições de 2022, incluindo envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro — mas não revoga condenações de líderes considerados articuladores da trama, como Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro condiciona desistência à liberdade do pai
No domingo (7/12), Flávio Bolsonaro reafirmou em entrevista à Record que só retirará sua pré-candidatura presidencial caso o pai seja solto.
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Para o senador, essa seria uma questão de justiça “com ele e com quase 60 milhões de brasileiros”. Ele reforçou que só abre mão da disputa se Bolsonaro puder “caminhar livre pelas ruas”.
A declaração vai na contramão da avaliação de caciques do PL, que esperavam que o ex-presidente optasse por uma candidatura mais competitiva, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Já no governo Lula, a decisão foi vista como positiva por manter o embate direto com o bolsonarismo.
Bolsonaro segue preso e inelegível
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Superintendência da Polícia Federal, após o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar o trânsito em julgado das condenações pelo núcleo da organização golpista de 2022.
O ex-presidente também está inelegível até 2060, podendo concorrer novamente apenas após completar 107 anos.
Pesquisas desfavoráveis
Segundo o último Datafolha, divulgado no sábado (6/12), Flávio Bolsonaro perderia para Lula em um eventual segundo turno: o atual presidente teria 51% das intenções de voto, contra 36% do senador.
Com a manutenção da pena do ex-presidente e o impasse dentro do próprio PL, o cenário eleitoral da direita segue fragmentado.
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