Paulo Figueiredo promete “arruinar” vida de Moraes com sanções da Lei Magnitsky
Jornalista e influenciador afirma que estratégia busca impedir ministro do STF de usar serviços de empresas norte-americanas e atingir familiares e sócios.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Em entrevista ao Contexto Metrópoles nesta segunda-feira (25), o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo afirmou que seu foco, junto ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é ampliar as consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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“No momento que estamos vivendo, o foco tem sido em ampliar o enforcement, a aplicação da Lei Magnitsky. A gente tem trabalhado em esforços muito grandes nessa direção, e o objetivo final onde a lei chega (é) o ministro Alexandre de Moraes ter a vida pessoal praticamente arruinada”, disse Figueiredo.
Segundo o influenciador, a estratégia envolve impedir que Moraes utilize mídias sociais, WhatsApp e até serviços da Apple, como o iCloud, além de restringir hospedagem em grandes redes hoteleiras e o acesso a companhias aéreas com sede nos EUA. “Isso impede que o ministro se hospede em hotéis que fazem parte de redes norte-americanas ou constituídas dentro dos EUA. Companhias aéreas, como a própria Latam, também ficam impedidas de ter relações”, explicou.
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Figueiredo também afirmou que o foco se estende aos familiares e sócios de Moraes que ainda lhe dão suporte financeiro, citando esposa e filhos como principais alvos. Segundo ele, essas medidas permitiriam ampliar a aplicação da lei a outros indivíduos ligados ao ministro.
O jornalista de 41 anos, descendente do ex-presidente e general João Figueiredo, vive atualmente na Flórida (EUA) e apresenta o programa diário Paulo Figueiredo Show, com centenas de milhares de seguidores. Ele é aliado próximo de Eduardo Bolsonaro e mantém contatos frequentes com autoridades do governo de Donald Trump.
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Paulo Figueiredo é alvo de investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) desde fevereiro de 2025, acusado de participar de suposta tentativa de golpe de Estado entre o fim de 2022 e o começo de 2023, atuando como porta-voz do núcleo golpista junto aos militares.
Em um inquérito mais recente da Polícia Federal (PF), que investiga coação no curso do processo e obstrução de Justiça, Figueiredo e o pastor Silas Malafaia não foram indiciados, mas seguem sob investigação, com possibilidade de novas denúncias pela PGR.
A declaração de Figueiredo marca nova fase da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, ao mesmo tempo em que reforça tensões políticas em torno de Alexandre de Moraes, figura central em investigações de crimes cibernéticos e suposta tentativa de golpe.
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