Pesquisa brasileira desenvolve teste que identifica câncer de mama por meio do sangue
Tecnologia desenvolvida por pesquisadoras brasileiras apresentou cerca de 95% de precisão em estudos iniciais.
- Foto: Marcus Chung/istock
Resumo
Pesquisadoras brasileiras desenvolveram um exame de sangue capaz de identificar sinais moleculares associados ao câncer de mama. O teste, chamado RosalindTest®, analisa biomarcadores presentes na corrente sanguínea e pode atuar como complemento à mamografia, ampliando as estratégias de rastreio e diagnóstico precoce da doença.
Notícias do Brasil – O câncer de mama segue como o tipo de câncer mais frequente entre mulheres no Brasil e também uma das principais causas de morte por câncer no país. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 73 mil novos casos da doença são registrados anualmente, além de mais de 20 mil mortes.
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Diante desse cenário, um grupo de cientistas brasileiras desenvolveu um exame de sangue que pode ajudar a identificar sinais precoces da doença. O teste, denominado RosalindTest®, analisa biomarcadores moleculares presentes na corrente sanguínea que estão associados ao desenvolvimento do câncer de mama.
A tecnologia foi criada a partir de pesquisas em biologia molecular e expressão gênica, com o objetivo de transformar descobertas científicas em uma ferramenta que possa ser utilizada na prática clínica para auxiliar no rastreamento da doença.
O projeto foi liderado por pesquisadoras da área de genética e farmacologia, incluindo a biomédica Glaucia Raquel Luciano da Veiga, doutora pela Universidade Federal de São Paulo, e a geneticista Beatriz da Costa Aguiar Alves Reis, doutora pela Universidade de São Paulo.
Segundo as pesquisadoras, a proposta do exame é apoiar decisões médicas e ampliar as estratégias de prevenção e diagnóstico precoce da doença.
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Como funciona o teste
O RosalindTest® detecta alterações na expressão de genes relacionados ao crescimento e à sobrevivência de células tumorais. Essas mudanças podem liberar biomarcadores específicos na corrente sanguínea, que passam a ser identificados por meio da análise laboratorial.
Com uma simples coleta de sangue, o exame busca identificar esses sinais moleculares antes mesmo de sintomas evidentes surgirem.
Em estudos preliminares realizados durante o desenvolvimento da tecnologia, o teste apresentou cerca de 95% de acurácia na diferenciação entre mulheres com e sem câncer de mama.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que o exame não substitui métodos tradicionais de diagnóstico, como a mamografia ou a biópsia, sendo utilizado como ferramenta complementar de triagem.
Desenvolvimento da tecnologia
O exame foi desenvolvido pela empresa brasileira de biotecnologia LiqSci, especializada em diagnósticos inovadores na área da saúde. A companhia integra o hub científico da Sthorm e contou com parceria da Faculdade de Medicina do ABC no desenvolvimento e validação da tecnologia.
Um dos projetos de aplicação do teste envolveu aproximadamente 600 mulheres residentes em áreas rurais dos estados de São Paulo e Ceará. Durante essa etapa, foram realizadas coletas e análises laboratoriais para avaliar o desempenho do exame.
Os resultados indicaram que a ferramenta pode facilitar o acesso ao rastreio da doença em regiões onde a infraestrutura médica é limitada, já que o teste depende apenas da coleta de sangue.
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Ferramenta complementar de rastreio
A proposta do RosalindTest® está alinhada ao conceito de medicina de precisão, no qual exames e tratamentos são adaptados às características biológicas de cada paciente.
Enquanto a mamografia costuma ser recomendada principalmente para mulheres a partir dos 40 anos, o exame de sangue pode ser realizado em diferentes faixas etárias como estratégia adicional de prevenção.
No entanto, os especialistas destacam que o teste não foi desenvolvido para monitorar tratamentos ou acompanhar pacientes que já tiveram câncer de mama, situações que seguem protocolos médicos específicos.
Homenagem à ciência
O nome do exame presta homenagem à cientista britânica Rosalind Franklin, cuja pesquisa foi fundamental para a descoberta da estrutura do DNA.
Em 1952, Franklin registrou a chamada Foto 51, uma imagem que revelou a estrutura em dupla hélice da molécula de DNA e contribuiu para avanços decisivos na genética moderna.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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