Petrobras pede autodeclaração de gênero e marca “masculino” como “obsoleto”
Comunicado enviado pelo Comitê de Diversidade orienta colaboradores a atualizarem dados de etnia e género; preenchimento reflete no acesso a programas de liderança

(Foto: Agência Brasil)
Resumo
A Petrobras emitiu um comunicado interno que incentiva os seus colaboradores a preencherem ou atualizarem a autodeclaração de etnia racial e identidade de gênero nos sistemas da empresa. Na plataforma de cadastro, a opção tradicional “Masculino” foi classificada como “obsoleta”, sendo substituída por termos mais específicos como “Homem Cis”, “Homem Trans”, “Mulher Cis”, “Mulher Trans” e “Travesti”. A iniciativa gerou repercussão na imprensa nacional.
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Notícias do Brasil – A gestão de recursos humanos da maior estatal brasileira passa por uma reestruturação de conceitos identitários. A Petrobras distribuiu uma circular informativa direcionada a todo o seu corpo funcional com o objetivo de incentivar a realização e a atualização da autodeclaração de identidade de gênero e de etnia racial nos sistemas corporativos. A medida foi coordenada pelo Comitê de Diversidade e Inclusão da companhia.
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Substituição de termos no sistema
A principal mudança prática ocorre nas telas de atualização cadastral dos funcionários. O sistema corporativo passou a identificar o campo de preenchimento de gênero com a descrição: “Trata-se da percepção individual de gênero de cada pessoa”.
Dentro desse menu, a opção convencional de seleção “Masculino” passou a exibir explicitamente a marcação de “obsoleta”. Para preencher o cadastro, os colaboradores agora contam com um leque ramificado de novas nomenclaturas estruturadas pelo setor de gestão de pessoas:
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Homem Cis;
Homem Trans;
Mulher Cis;
Mulher Trans;
Travesti.
Impacto na carreira e amparo estatístico
Segundo o texto do informativo interno, a iniciativa de mapeamento busca ampliar o conhecimento institucional acerca do perfil exato da força de trabalho da estatal, além de fundamentar novas ações afirmativas de inclusão. A Petrobras destacou que o banco de dados sobre raça possui previsão legal e serve para dar maior visibilidade e representatividade a grupos que são considerados historicamente sub-representados no mercado de energia.
A direção da empresa ressaltou aos trabalhadores que a participação no censo interno é considerada um fator estratégico para a progressão funcional, definindo o preenchimento como “fundamental para o acesso a oportunidades de desenvolvimento de carreira”. Os dados coletados serão utilizados para direcionar a seleção de pessoal em processos seletivos exclusivos para determinadas funções internas, vagas de mobilidade e em programas de mentoria voltados à formação de novas lideranças.
A companhia assegurou que todas as informações fornecidas pelos funcionários serão tratadas sob estrito regime de confidencialidade e responsabilidade, em conformidade com as legislações de proteção de dados vigentes, possuindo destinação restrita para fins estatísticos e gerenciais. Procurada por veículos de imprensa para comentar os critérios da atualização, a assessoria da Petrobras não emitiu novos posicionamentos públicos.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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