PF adia depoimento de general Heleno sobre ‘Abin paralela’
O depoimento foi adiado após a defesa solicitar acesso aos autos do processo para analisar os documentos.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O depoimento do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), na investigação sobre o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi adiado.
PUBLICIDADE
Ele seria ouvido nesta terça-feira, 6, na sede da Polícia Federal em Brasília, mas a defesa solicitou acesso aos autos do processo e quer prazo para analisar os documentos do inquérito. Uma nova data será estabelecida.
A Abin fez parte da estrutura administrativa do GSI enquanto Heleno ocupava o cargo. A agência foi transferida para a responsabilidade da Casa Civil em março de 2023, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Abin é o principal órgão do sistema de inteligência federal e tem a missão de produzir informações estratégicas sobre assuntos delicados, como ameaças à democracia, segurança das comunicações do governo, política externa e terrorismo. Segundo a PF, a agência foi manipulada no governo Jair Bolsonaro (PL) e utilizada para atender interesses particulares do grupo político do ex-presidente.
A Polícia Federal suspeita que aliados de Bolsonaro infiltrados na Abin faziam parte de um grupo mais amplo envolvido em um serviço clandestino de “contrainteligência”.
Vejas as suspeitas levantadas pela PF sobre a Abin no governo Bolsonaro:
- Monitoramento ilegal de parlamentares de oposição ao governo Bolsonaro por meio do software First Mile, que acessa a geolocalização de celulares em tempo real;
- Auxílio na defesa do senador Flávio Bolsonaro e de Jair Renan, filhos do ex-presidente, em investigações criminais;
- Ataque às urnas eletrônicas;
- Levantamento de informações sigilosas sobre inquéritos de interesse da família Bolsonaro;
- Uso ilegal de ferramentas de espionagem, inclusive programas para invasão de computadores;
- Tentativa de ligar os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao PCC;
- Uso indevido do aparato de inteligência para monitorar uma promotora de Justiça do Rio que investigou o assassinato da vereadora Marielle Franco.
Estadão Conteúdo

Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





