PF aponta atuação de ministros de Lula e Jaques Wagner para favorecer Banco Master
Relatório enviado ao STF aponta conversas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro e investiga possível atuação política em negociação envolvendo a instituição financeira; senador nega irregularidades.
- A Polícia Federal encaminhou ao ministro André Mendonça (STF) um relatório com indícios de articulação política na negociação entre o Banco Master e o BRB, citando o senador Jaques Wagner e ministros do governo.
- Em conversa atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, ministros como Rui Costa e Alexandre Silveira e o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner, teriam sido mencionados como apoiadores da operação.
- A PF avalia que a atuação atribuída a Wagner poderia ter ido além do âmbito parlamentar e investiga possível relação com cobranças financeiras ligadas ao seu núcleo familiar, sem conclusão definitiva.
- Wagner é investigado na Operação Compliance Zero; ele nega irregularidades e afirma que negociações apontadas (como benefícios e um imóvel) teriam caráter privado, enquanto o caso segue em andamento no STF.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Divulgação
Notícias do Brasil – Um relatório da Polícia Federal encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta indícios de articulação política em torno da negociação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). O documento menciona o senador Jaques Wagner (PT-BA) e ministros do governo federal como pessoas que, segundo conversas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, demonstravam apoio à operação.
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Conversa cita ministros do governo
De acordo com o relatório, a PF analisou uma conversa de agosto de 2025 atribuída a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
No diálogo, ao ser questionado sobre integrantes do governo favoráveis à venda da instituição ao BRB, Vorcaro teria citado os ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
PF apura possível influência política
Segundo a investigação, os elementos reunidos indicariam que a atuação atribuída a Jaques Wagner teria ultrapassado a atividade parlamentar, alcançando articulações políticas relacionadas a uma operação considerada de natureza regulatória, cuja análise caberia aos órgãos competentes, como o Banco Central.
Os investigadores também apuram a existência de uma possível relação entre o apoio político atribuído ao senador e cobranças financeiras feitas por pessoas ligadas ao seu núcleo familiar. Essas suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam conclusão definitiva sobre os fatos.
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Senador é investigado e nega irregularidades
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Entre os fatos apurados estão o suposto recebimento de benefícios, como utilização de aeronaves, ingressos para eventos e negociações envolvendo um imóvel em Salvador.
O senador nega qualquer irregularidade. Segundo sua defesa, a negociação do apartamento teve caráter privado e legítimo, sem relação com favorecimento ao Banco Master ou qualquer atuação parlamentar.
Investigação continua
O relatório integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal e foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
Até o momento, não há decisão judicial que conclua pela responsabilidade criminal dos investigados. O caso segue em andamento.
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