PF aponta ex-policial como operador de esquema ligado à família Vorcaro
Investigação cita pedidos de dinheiro e acesso ilegal a sistemas da Polícia Federal.

Foto: Divulgação
Resumo
A Polícia Federal aponta que o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva atuava em favor da família Vorcaro em um esquema investigado pela Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de acessar ilegalmente sistemas sigilosos e recrutar outros agentes.
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Notícias do Brasil – A Polícia Federal identificou o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva como um dos principais operadores do grupo investigado na Operação Compliance Zero, que apura supostos crimes envolvendo integrantes ligados à família Vorcaro e ao Banco Master.
Segundo as investigações, Marilson teria atuado no recrutamento de outros agentes para acessar ilegalmente sistemas internos da Polícia Federal em benefício do grupo investigado.
As apurações apontam ainda que o ex-policial mantinha contato direto com Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. Em mensagens analisadas pela PF, Marilson teria solicitado o pagamento de “800k”, referência a R$ 800 mil, para continuar executando demandas do grupo.
De acordo com a investigação, o núcleo investigado era conhecido como “A Turma” e teria atuado em ações de monitoramento, espionagem, intimidação e coleta de informações sigilosas contra pessoas consideradas adversárias do grupo econômico.
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Grupo é suspeito de espionagem
A Polícia Federal afirma que integrantes da organização acessavam dados restritos da PF, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol.
Ainda conforme a PF, Marilson Roseno teria procurado ao menos três policiais federais para realizar consultas indevidas em sistemas internos da corporação. O objetivo seria descobrir informações relacionadas a investigações envolvendo Henrique Vorcaro.
O policial aposentado foi preso durante uma das fases da Operação Compliance Zero. Nesta quinta-feira (14), a Polícia Federal também prendeu Henrique Vorcaro, apontado pelos investigadores como operador financeiro e beneficiário do esquema.
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A investigação continua e apura o envolvimento de outros integrantes do grupo suspeito de atuar em crimes contra o sistema financeiro e em ações clandestinas de monitoramento.
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