PF apura suspeita de vazamento em operação contra Banco Master
As hipóteses de vazamento estão sendo analisadas de forma reservada pela PF para evitar interferências na apuração.
- Foto: reprodução
Resumo
A Polícia Federal investiga um possível vazamento de informações na operação Compliance Zero após alvos da ação, como Daniel Vorcaro e Nelson Tanure, serem localizados em aeroportos. O episódio levantou suspeitas internas e motivou críticas do ministro Dias Toffoli, que apontou atraso e possível falha no cumprimento das ordens judiciais.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal apura indícios de vazamento de informações durante a mais recente fase da operação Compliance Zero, que tem como foco o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. A suspeita surgiu após investigadores constatarem que alguns dos principais alvos da ação estavam em aeroportos no momento da deflagração da operação. Alvos localizados em aeroportos acendem alerta
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Entre os episódios que levantaram suspeitas está a prisão do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, no momento em que embarcava em um jatinho com destino a Dubai. Já o empresário Nelson Tanure foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, prestes a embarcar para Curitiba.
Para uma ala da Polícia Federal, a coincidência reforça a hipótese de que informações sigilosas da operação possam ter sido antecipadamente repassadas aos investigados.
Investigação interna ocorre sob sigilo
As hipóteses de vazamento estão sendo analisadas de forma reservada pela PF para evitar interferências na apuração. Até o momento, não há confirmação oficial de irregularidades, mas os investigadores trabalham com diferentes linhas para esclarecer como os alvos tiveram acesso prévio a possíveis informações sensíveis.
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Novos indícios ampliam investigação
A segunda fase da operação foi autorizada após a PF identificar novos elementos que indicariam a continuidade de práticas ilícitas por parte do grupo investigado. Entre as suspeitas estão gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação do mercado financeiro.
Segundo apurações, o Banco Master pode ter utilizado estruturas ligadas a fundos e investimentos do mercado da Faria Lima para inflar ativos, realizar operações fraudulentas e desviar recursos, o que levou à ampliação do número de investigados, incluindo empresários e gestores financeiros.
Toffoli critica atraso e cobra explicações da PF
Relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli afirmou que a Polícia Federal não cumpriu o prazo de 24 horas estabelecido para a execução das medidas cautelares, determinadas no dia 12 de janeiro.
Na avaliação do ministro, a demora pode ter comprometido o andamento das investigações e permitido a descaracterização de provas essenciais. Toffoli também citou possível “falta de empenho” da corporação e solicitou explicações formais sobre o descumprimento da ordem judicial.
STF vê risco de prejuízo às investigações
Em sua decisão, Toffoli ressaltou que as medidas foram autorizadas com base em fatos recentes e na gravidade dos crimes investigados. Segundo ele, a inércia no cumprimento das ordens pode gerar prejuízos à eficácia das providências adotadas pelo Judiciário.
O ministro afirmou ainda que eventuais falhas no cumprimento das determinações judiciais poderão impactar diretamente o desfecho do caso, que envolve cifras bilionárias e um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
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