PF cobra explicações dos EUA sobre soltura de Alexandre Ramagem
Ramagem foi detido após ser identificado com o visto de permanência vencido.
- Foto: Reprodução
Resumo
A Polícia Federal busca esclarecimentos junto às autoridades dos EUA sobre a liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, preso por irregularidade migratória e solto dias depois sem comunicação oficial ao governo brasileiro.
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Notícias do Brasil – A Polícia Federal se reuniu com representantes do Immigration and Customs Enforcement para entender os motivos que levaram à soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem, ocorrida após detenção por situação migratória irregular.
Leia mais: Investigação aponta R$ 74 milhões em propina e leva à prisão de ex-presidente do BRB
A reunião acontece em Orlando e integra ações de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos.
Prisão ocorreu por visto vencido e terminou sem explicação oficial
Ramagem foi detido após ser identificado com o visto de permanência vencido. No entanto, a liberação ocorreu poucos dias depois, sem que o governo brasileiro fosse formalmente informado sobre os critérios adotados pelas autoridades americanas.
A ausência de comunicação gerou questionamentos por parte da PF, que acompanha o caso.
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Brasil tenta reforçar pedido de extradição
Durante o encontro, a PF pretende apresentar documentos que reforcem o pedido de extradição, além de destacar o risco de fuga. O Brasil já havia encaminhado informações às autoridades dos EUA desde 2025, incluindo um mandado de prisão em aberto contra o ex-parlamentar.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão no país, o que embasa o pedido formal de extradição.
Ex-deputado aguarda decisão sobre pedido de asilo
Apesar da liberação, Alexandre Ramagem permanece nos Estados Unidos, onde aguarda análise de um pedido de asilo político. A solicitação foi apresentada sob alegação de perseguição.
Segundo interlocutores, o pedido foi comunicado às autoridades americanas no momento da prisão.
Bastidores políticos envolvem atuação de aliados
Nos bastidores, parlamentares ligados ao Partido Liberal apontam que o assessor do Departamento de Estado Darren Beattie teria atuado para viabilizar a liberação.
Beattie é considerado próximo de Eduardo Bolsonaro e já esteve envolvido em episódios recentes relacionados ao cenário político brasileiro, incluindo tentativa de contato com Jair Bolsonaro.
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