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PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula ao atribuir crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Relatório enviado ao STF aponta indícios do crime de calúnia após publicação nas redes sociais; caso agora será analisado pela PGR.

Por Jonas Souza

26/06/2026 às 20:11 - Atualizado em 26/06/2026 às 20:12

Resumo

  • O que aconteceu: A Polícia Federal concluiu que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra o presidente Lula.
  • Motivo: O senador atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas em publicação nas redes sociais.
  • Próximo passo: O relatório foi encaminhado ao STF e seguirá para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • O que pode acontecer: A PGR poderá pedir novas diligências, arquivar o caso ou apresentar denúncia contra o parlamentar.

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório no qual afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, praticou o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Notícias do Brasil – Segundo a investigação, Flávio publicou uma mensagem em suas redes sociais atribuindo falsamente a Lula a prática de crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas e fraudes eleitorais.

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No documento, a PF afirma que ficou “claro o cometimento” do crime previsto no artigo 138 do Código Penal, encerrando a fase de investigação policial e encaminhando os autos ao STF para as providências cabíveis.

Leia mais: Tornozeleira de Bolsonaro registra falha de sinal antes de jogo do Brasil, aponta relatório enviado ao STF

Por que Flávio Bolsonaro foi investigado

O inquérito foi aberto em abril deste ano por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após pedido da própria Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação teve como base uma postagem publicada por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro de 2026 na rede social X (antigo Twitter).

De acordo com a PF, o senador utilizou imagens do presidente Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que o petista seria “delatado”, associando essa afirmação a acusações criminais.

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Quais crimes foram atribuídos a Lula na publicação

Segundo o relatório da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro vinculou o presidente da República aos seguintes crimes:

  • Tráfico internacional de drogas;
  • Tráfico internacional de armas;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Suporte a terroristas e ditaduras;
  • Fraudes em eleições.

Para os investigadores, a postagem configurou falsa imputação de crimes, elemento essencial para caracterizar o crime de calúnia.

O que acontece agora no STF

Com a conclusão do inquérito, o relatório será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que deverá encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República.

A partir dessa etapa, a PGR poderá:

  • solicitar novas diligências;
  • pedir o arquivamento da investigação;
  • apresentar denúncia criminal contra Flávio Bolsonaro ao STF.

Caso a denúncia seja oferecida e aceita pela Corte, o senador passará à condição de réu. A conclusão da Polícia Federal não representa condenação, mas encerra a fase investigativa indicando que, na avaliação dos investigadores, existem elementos suficientes para apontar a prática do crime de calúnia.

A decisão sobre eventual responsabilização criminal caberá à Procuradoria-Geral da República e, posteriormente, ao Supremo Tribunal Federal.

Contexto: O caso amplia a série de investigações envolvendo declarações de autoridades e agentes políticos nas redes sociais durante o período pré-eleitoral de 2026. A eventual abertura de uma ação penal dependerá exclusivamente da manifestação da PGR e das decisões do STF, preservando o direito de defesa do senador ao longo de todo o processo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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