PF diz que não conseguiu intimar Eduardo Bolsonaro
Eduardo está atualmente nos Estados Unidos.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Federal (PF) informou não ter conseguido intimar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito de um inquérito autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo está atualmente nos Estados Unidos, onde, segundo aliados, cumpre agenda política e pessoal.
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De acordo com documento anexado ao inquérito, a PF tentou contatá-lo por diversos meios, sem sucesso. A intenção era marcar uma oitiva virtual, parte da investigação que apura o suposto envolvimento do parlamentar com autoridades do governo Donald Trump na tentativa de pressionar por sanções a membros do governo brasileiro.
A corporação relata que, em 28 de maio, dois dias após a abertura do inquérito, enviou uma mensagem eletrônica para o e-mail institucional do deputado na Câmara dos Deputados, “[email protected]”. Em 30 de maio, um novo e-mail foi encaminhado para o endereço pessoal “[email protected]”. Ambos, segundo a PF, tiveram confirmação de entrega — ou seja, os e-mails foram recebidos com sucesso, mas não houve qualquer resposta até 2 de junho.
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Além disso, a Polícia Federal também tentou entrar em contato por telefone. As ligações foram feitas para os números divulgados no site da Câmara dos Deputados, mas o resultado foi igualmente frustrado. “O telefone fixo associado informa que o número está indisponível, não havendo opção de correio de voz. No caso do aplicativo de mensagens, não há confirmação de recebimento da mensagem enviada”, relatou o órgão.
Investigação delicada e silêncio estratégico
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O inquérito foi instaurado por determinação de Alexandre de Moraes, dentro do contexto das ações antidemocráticas e golpistas investigadas pelo STF. Segundo apurações iniciais, Eduardo Bolsonaro teria procurado interlocutores do ex-presidente Donald Trump para fomentar represálias a autoridades brasileiras contrárias a seu pai.
A ausência de resposta e a suposta indisponibilidade de contato com Eduardo têm chamado atenção no meio jurídico e político. O silêncio pode ser interpretado como uma estratégia de defesa ou uma tentativa de postergar sua oitiva, já que ele se encontra fora do país.
A defesa do parlamentar ainda não se manifestou publicamente sobre a tentativa de intimação.
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