PF encontra dinheiro escondido em livro falso durante operação contra grupo ligado a Sóstenes Cavalcante
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridas no Distrito Federal.
- Foto: Divulgação
Resumo
- O que aconteceu: A PF encontrou dinheiro em espécie escondido dentro de um livro falso durante operação nesta quarta-feira (1º).
- Investigação: A ação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos de locação de veículos custeados com verba parlamentar.
- Quem é investigado: Advogados e pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O parlamentar não é alvo da operação.
- Possíveis crimes: Peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie escondido dentro de um livro falso durante o cumprimento de mandados da Operação Galho Fraco II, deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º). Além do dinheiro, os agentes também encontraram relógios de luxo durante as buscas realizadas em endereços ligados aos investigados.
PUBLICIDADE
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.
O que investiga a Operação Galho Fraco II
A operação integra a terceira fase da Operação Rent a Car, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contratos de locação de veículos pagos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Segundo a Polícia Federal, as investigações buscam identificar como os recursos públicos foram movimentados e qual teria sido a destinação final dos valores.
Os investigadores também apuram indícios de ocultação ou destruição de provas durante o andamento das investigações.
PUBLICIDADE
Quem são os alvos da operação
De acordo com a Polícia Federal, os alvos da nova fase da investigação são advogados e pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados. Apesar da relação investigada, a PF informou que Sóstenes Cavalcante não é alvo das medidas judiciais cumpridas nesta quarta-feira.
Como funcionaria o suposto esquema investigado
As investigações apontam que agentes públicos, particulares e empresas teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Em fases anteriores da Operação Rent a Car, a Polícia Federal identificou supostas irregularidades na contratação de empresas de locação de veículos utilizando recursos da Ceap, verba destinada ao custeio das atividades parlamentares.
Agora, a corporação busca aprofundar a investigação para identificar os beneficiários finais dos recursos.
Quais crimes podem ser atribuídos aos investigados
Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos seguintes crimes:
- Peculato;
- Lavagem de dinheiro;
- Fraude processual;
- Organização criminosa.
As investigações continuam em andamento e ainda não há decisão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos investigados.
Contexto: A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) é uma verba pública destinada ao ressarcimento de despesas relacionadas ao exercício do mandato, como transporte, aluguel de veículos, combustível e passagens. Casos de suspeita de uso irregular desses recursos têm sido alvo frequente de fiscalizações da Polícia Federal, do Ministério Público e dos órgãos de controle, especialmente quando há indícios de contratos fictícios ou superfaturados.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






