PF investiga empresa por suposto esquema de blindagem patrimonial de Eike Batista e Arena Corinthians
Segundo as apurações, a Reag administrava fundos que teriam servido para esconder investimentos da Copape e da Aster.
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Notícias do Brasil – A Reag Investimentos, gigante da Faria Lima com R$ 299 bilhões sob gestão, é alvo de investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema que teria ocultado recursos de empresários, incluindo o filho e ex-sócios de Eike Batista, empreiteiras da Lava Jato e fundos ligados à Arena Corinthians.
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Segundo as apurações, a Reag administrava fundos que teriam servido para esconder investimentos da Copape e da Aster, empresas do setor de combustíveis suspeitas de sonegação de R$ 7,6 bilhões e ligação com facções criminosas. Um desses fundos teria sido utilizado por Mohamad Mourad, atualmente foragido, para aportar R$ 52 milhões na compra das duas empresas, de forma oculta.
Investigações apontam que muitos fundos possuem cotistas exclusivos ou estruturas de “fundo sobre fundo”, dificultando a identificação do beneficiário final. Documentos indicam ainda ausência de informações e auditorias completas sobre diversos investimentos geridos pela Reag.
Fundo Botafogo e NB4
Um dos fundos sob gestão da Reag, o Fundo Botafogo, possui patrimônio de R$ 226 milhões e investe na NB4 Participações S.A., empresa ligada a Eike Batista e seus ex-sócios. O fundo teria utilizado uma estrutura de três camadas para aportar recursos de forma oculta, o que gerou questionamentos sobre blindagem patrimonial.
Eike Batista afirmou que todos os ativos do fundo foram arrestados pelas falências de suas mineradoras e negou a intenção de blindar patrimônio. Auditoria independente apontou impossibilidade de comprovar o valor do investimento devido à falta de documentação e demonstrações financeiras da NB4.
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Arena Corinthians e OAS
A Reag também gerencia o Fundo SCCP, que administra o capital da Arena Corinthians (NeoQuímica Arena). Documentos do fundo mencionam a linha de crédito de R$ 400 milhões do BNDES utilizada na construção do estádio. A atuação da Reag na operação já repercutiu no clube, com questionamentos sobre a assunção de dívidas de R$ 100 milhões após substituir a BRL Trust.
Outro fundo da Reag concentra investimentos na Coesa, empresa que abriga ativos da empreiteira OAS, alvo da Operação Lava Jato. As recuperações judiciais dessas empresas geraram disputas entre credores e acusações de blindagem patrimonial da família Matta Pires, ex-acionista da OAS.
Reag se pronuncia
Em nota, a Reag Investimentos afirmou que recebeu “com surpresa as divulgações que a envolvem em supostas irregularidades investigadas no âmbito da Operação Carbono Oculto” e reforçou que mantém atuação diligente ao longo de sua história.
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