PF investiga se Lulinha atuou como sócio oculto do “Careca do INSS” em esquema de descontos ilegais
O nome de Lulinha aparece em três conjuntos distintos de dados reunidos ao longo da investigação.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Federal investiga se Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria atuado como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”, em entidades suspeitas de promover descontos ilegais em benefícios previdenciários.
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Segundo informações encaminhadas pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o nome de Lulinha aparece em três conjuntos distintos de dados reunidos ao longo da investigação que apura desvios milionários em aposentadorias e pensões do INSS.
Entre os indícios analisados pelos investigadores estão suspeitas de viagens conjuntas entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo para Portugal. Além disso, apurações realizadas durante uma operação no fim de 2025 indicam que o “Careca do INSS” teria feito repasses de grandes valores a uma amiga e sócia de Lulinha.
De acordo com a PF, mensagens que acompanham essas transferências financeiras mencionam que os valores seriam destinados ao “filho do rapaz”, expressão interpretada pelos investigadores como uma possível referência ao filho do presidente da República.
Oposição articula convocação de Lulinha à CPMI do INSS
Com a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional em fevereiro e a reativação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, parlamentares da oposição defendem a convocação de Lulinha para prestar depoimento.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) afirmou que a estratégia da oposição será manter pressão pela oitiva.
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“Vamos insistir até conseguir. O próprio presidente da República disse que, se o filho estiver envolvido, deve esclarecer. O que não falta são indícios da participação dele nesse esquema. As viagens com o ‘Careca do INSS’, inclusive para Portugal, já foram demonstradas”, declarou o parlamentar.
Base governista minimiza indícios
Integrantes da base governista no Congresso, que também fazem parte da CPMI, avaliam que não há elementos suficientes para justificar a convocação neste momento. O vice-líder do PT na Câmara, deputado Rogério Correia, afirmou que as citações a Lulinha seriam apenas especulativas.
“O que existe em relação ao filho do presidente Lula é absolutamente nada. A própria Polícia Federal fala em especulações. No caso do irmão do presidente, a investigação já foi arquivada por falta de provas”, disse.
Lula sanciona lei contra fraudes no INSS
Em meio às investigações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que proíbe descontos associativos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A proposta foi aprovada após a revelação de uma fraude bilionária envolvendo cobranças ilegais.
A nova legislação também:
autoriza o sequestro de bens dos responsáveis pelas irregularidades;
restringe a contratação de empréstimos consignados apenas com autorização por biometria ou reconhecimento facial;
proíbe contratações por procuração ou centrais telefônicas.
As investigações seguem em andamento sob sigilo parcial, e a Polícia Federal ainda não concluiu se os indícios resultam em denúncia formal contra os envolvidos.
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