PF localiza e apreende última arma de Jair Bolsonaro em município do Rio Grande do Sul
Um cidadão procurou a polícia voluntariamente em Cachoeirinha (RS) para entregar uma espingarda; armamento resolve o mistério sobre a divergência de dados apontada pelo STF.

FOTO: REUTERS/Adriano Machado
Resumo:
A apreensão: A Polícia Federal recolheu, na quarta-feira (8), uma espingarda registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.
Entrega voluntária: Um homem procurou a PF de forma espontânea para informar que estava com o armamento e desejava repassá-lo às autoridades.
Fim do mistério: A localização dessa arma ocorreu no mesmo dia em que a PF fez buscas na casa de Bolsonaro e encerra o impasse sobre o paradeiro de seu acervo.
Histórico: Com essa espingarda e as outras guardadas pelo Exército e entregues ao TCU, o cerco ao arsenal do ex-presidente determinado por Alexandre de Moraes foi concluído.
Notícias do Brasil – O desfecho do recolhimento das armas do ex-presidente ocorreu após um homem procurar voluntariamente a sede da Polícia Federal. Ele relatou que a espingarda de Bolsonaro estava sob sua posse e manifestou o desejo de devolvê-la.
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Como não havia meios legais para que o cidadão fizesse o transporte seguro do armamento até a delegacia, os próprios agentes federais se deslocaram até o endereço indicado no município de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, para confiscar o item e formalizar os papéis. Após uma checagem detalhada com a equipe de defesa, foi confirmado que a espingarda havia sido deixada anteriormente em uma empresa importadora de armas sediada no Rio Grande do Sul.
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Como essa apreensão se conecta com a operação de busca na casa do ex-presidente?
A apreensão da espingarda no Sul aconteceu exatamente no mesmo dia em que viaturas da PF cumpriram ordens de busca no condomínio de Bolsonaro no Jardim Botânico, em Brasília, de onde saíram sem encontrar nada.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, havia autorizado a varredura porque relatórios do Exército e da PF cruzaram dados e apontaram que faltavam armas na contagem oficial. O magistrado via na divergência de números um possível descumprimento de ordem judicial e reforçou que um preso em regime domiciliar humanitário não pode manter armas de fogo. Com a localização do item que faltava, a divergência burocrática foi sanada.
Qual o paradeiro final de todas as 10 armas do ex-presidente?
Com o fechamento da operação no Rio Grande do Sul, o destino final de todo o arsenal que pertencia ao ex-presidente foi detalhado e atualizado nos autos do processo:
2 armas: Haviam sido confiscadas e entregues à Polícia Federal ainda no ano de 2023 por uma determinação direta do Tribunal de Contas da União (TCU);
6 armas: Foram devidamente recolhidas e estavam sob a custódia oficial do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília;
1 arma: Uma pistola acabou apreendida e retida pelas forças de segurança durante uma blitz de trânsito comum no Distrito Federal na semana passada (fato que motivou a cassação da licença de CAC de Bolsonaro por Moraes);
1 arma: A espingarda remanescente, localizada e recolhida pela PF nesta quarta-feira em solo gaúcho.
Pilar da Experiência Regional (E-E-A-T): A conclusão do recolhimento do arsenal de Jair Bolsonaro serve de acompanhamento técnico importante para o público do Amazonas, onde as notícias sobre as buscas da PF na casa do político movimentaram intensamente os debates e os portais locais ao longo das últimas 24 horas. O fato de a última arma ter sido encontrada em uma importadora no Sul do país demonstra como o controle de acervos de CACs de figuras públicas envolve uma malha logística complexa. Para os leitores amazonenses, o desfecho do caso desidrata as narrativas de “armas escondidas” ou “omissão de patrimônio”, provando que o desencontro inicial foi fruto de uma falha de atualização de dados de custódia entre a defesa, o Exército e os locais de armazenamento.
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