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PF mira executivos de Itaú, Bradesco e Santander em nova fase da investigação da fraude bilionária da Americanas

Operação da Polícia Federal amplia apuração sobre o rombo de R$ 24 bilhões e inclui executivos de grandes bancos privados.

Por Jonas Souza

25/06/2026 às 15:12

Resumo

  • O que aconteceu: A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure para aprofundar a investigação sobre fraudes contábeis na Americanas.
  • Quem são os alvos: Ex-executivos da varejista, integrantes do grupo controlador e executivos dos bancos Itaú, Bradesco e Santander.
  • Valor investigado: O esquema teria ocultado um rombo estimado em R$ 24 bilhões.
  • Medida judicial: A Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores de até R$ 54 bilhões dos investigados.

Notícias do Brasil – A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (25) uma nova etapa das investigações sobre o escândalo contábil que abalou o mercado financeiro brasileiro após a revelação de inconsistências bilionárias nas demonstrações financeiras da Americanas.

Batizada de segunda fase da Operação Disclosure, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra ex-dirigentes da empresa, membros do grupo controlador e executivos ligados a algumas das maiores instituições financeiras privadas do país. Segundo os investigadores, a operação busca aprofundar a apuração sobre a possível participação ou conhecimento de terceiros em um esquema que teria mascarado a real situação financeira da companhia durante vários anos.

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Quem são os investigados nesta fase

Entre os nomes citados nas investigações estão empresários e executivos com passagem por cargos estratégicos na Americanas e em grandes bancos nacionais.

A lista inclui:

  • Carlos Alberto Sicupira, acionista de referência da Americanas;
  • Paulo Alberto Lemann, ex-conselheiro da companhia;
  • Sérgio Rial, ex-presidente do Santander e ex-CEO da Americanas;
  • Eduardo Saggioro, ex-integrante do conselho da varejista;
  • Alexandre Abdo e André Almeida, ligados ao Santander;
  • Carlos Henrique Villela Pedras, executivo do Bradesco;
  • Gustavo Balassiano e José Rudge, executivos do Itaú.

Até a divulgação da operação, os investigados não haviam apresentado posicionamento público sobre as acusações.

O que a PF suspeita ter acontecido

As investigações apontam que a fraude teria sido estruturada para esconder o verdadeiro nível de endividamento da empresa e transmitir ao mercado uma situação financeira mais favorável do que a realidade. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que balanços e demonstrativos financeiros tenham sido manipulados ao longo dos anos para melhorar artificialmente indicadores econômicos da companhia.

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O objetivo, segundo os investigadores, seria manter a confiança de investidores, credores e do mercado financeiro. Dois eixos principais concentram as apurações.

Risco sacado

A primeira linha de investigação envolve operações conhecidas como “risco sacado”, modalidade em que bancos antecipam pagamentos a fornecedores. A suspeita é de que parte dessas operações tenha sido registrada de maneira que reduzia artificialmente a percepção da dívida real da empresa.

O segundo foco está relacionado às chamadas Verbas de Propaganda Cooperada (VPC).

Segundo a PF, existem indícios de que parte desses valores possa ter sido contabilizada sem respaldo econômico suficiente, contribuindo para a construção de resultados financeiros incompatíveis com a situação real da companhia.

Por que a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 54 bilhões

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões. De acordo com a decisão, o objetivo é garantir eventual reparação dos prejuízos causados por supostas irregularidades identificadas durante a investigação.

O valor supera o rombo inicialmente revelado pela empresa porque considera estimativas atualizadas de danos financeiros e impactos gerados ao mercado.

Impacto da fraude da Americanas

O caso é considerado um dos maiores escândalos corporativos da história recente do Brasil. A revelação das inconsistências contábeis em 2023 provocou forte queda nas ações da empresa, perdas para investidores, questionamentos sobre mecanismos de governança corporativa e impactos em credores, fornecedores e instituições financeiras.

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O episódio também ampliou o debate sobre transparência, fiscalização e responsabilidade de administradores e conselhos de empresas de capital aberto.

O que diz a Americanas

Em nota, a Americanas informou que não foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira. A companhia destacou que a operação se refere às investigações sobre as fraudes reveladas em 2023 e afirmou continuar colaborando com as autoridades.

A empresa também declarou ter interesse direto no esclarecimento completo dos fatos. Embora a investigação esteja concentrada em fatos específicos relacionados à Americanas, especialistas avaliam que o caso continua servindo como referência para discussões sobre governança corporativa, controles internos e transparência nas empresas brasileiras.

Para investidores, o avanço das apurações reforça a importância da análise de riscos, da qualidade das informações financeiras divulgadas ao mercado e da fiscalização exercida por órgãos reguladores. No Amazonas, onde milhares de pessoas investem por meio de bancos digitais, corretoras e fundos de investimento, o caso é acompanhado com atenção por investidores e profissionais do mercado financeiro. O avanço das investigações pode influenciar discussões sobre segurança jurídica, transparência empresarial e confiança dos consumidores no sistema financeiro nacional.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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