PF mira publicitário ligado a investimento de R$ 62 milhões em filme sobre Bolsonaro
Thiago Miranda é o principal alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposta ação coordenada para atacar a credibilidade do Banco Central.

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles
Resumo
- Principal alvo: Publicitário Thiago Miranda, fundador da agência Mithi.
- Operação: Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Compliance Zero.
- Investigação: PF apura suposta atuação coordenada para comprometer a credibilidade do Banco Central.
- Filme de Bolsonaro: Miranda intermediou negociação que levou Daniel Vorcaro a investir R$ 62 milhões em “Dark Horse”.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a 10ª fase da Operação Compliance Zero.
O publicitário Thiago Miranda é apontado como o principal alvo da ação.
Segundo a PF, a investigação apura uma suposta atuação coordenada em redes sociais destinada a comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.
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Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília.
Quem é Thiago Miranda, alvo da Operação Compliance Zero?
Thiago Miranda é publicitário e fundador da agência Mithi.
Ele também intermediou a negociação que levou o empresário Daniel Vorcaro a investir R$ 62 milhões no filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Miranda aparece como principal alvo da nova fase da investigação conduzida pela Polícia Federal.
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Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
O que a PF investiga na 10ª fase da Compliance Zero?
Segundo a Polícia Federal, as investigações apuram a possível existência de uma organização criminosa.
O grupo é suspeito de diferentes ações, entre elas:
- intimidar jornalistas;
- monitorar ilegalmente pessoas ligadas a autoridades públicas;
- obter informações sigilosas de forma indevida;
- adotar medidas para interferir em investigações criminais;
- atuar de forma coordenada nas redes sociais contra a credibilidade do Banco Central.
A PF busca esclarecer como o grupo estaria organizado e identificar todos os possíveis envolvidos.
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A operação investiga ataques ao Banco Central?
Sim.
Uma das linhas de investigação é a suspeita de uma atuação coordenada em redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.
A Polícia Federal ainda investiga quem teria participado da estratégia e como as ações teriam sido executadas.
A apuração sobre campanhas coordenadas em redes sociais ganha relevância por envolver suspeitas de ataques à credibilidade de uma instituição responsável por decisões que afetam juros, inflação e o sistema financeiro brasileiro.
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Quais crimes são investigados pela Polícia Federal?
De acordo com a corporação, os fatos investigados podem configurar diferentes crimes.
Entre as possíveis infrações estão:
- crimes contra o sistema financeiro nacional;
- organização criminosa;
- embaraço à investigação de organização criminosa;
- violação de dados;
- violação de dispositivos informáticos.
Outras infrações também podem ser identificadas durante o avanço das investigações.
O que acontece agora na Operação Compliance Zero?
A Polícia Federal informou que as investigações continuam. Os agentes buscam esclarecer a atuação do grupo investigado e identificar todos os envolvidos.
Os materiais recolhidos durante os mandados de busca e apreensão deverão ser analisados pelos investigadores. A 10ª fase da Operação Compliance Zero segue sob investigação da Polícia Federal.
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