PF prende técnico de informática que fraudou programa de desarmamento e desviou R$ 11 milhões
A Justiça Federal congelou todos os bens do acusado.

Foto: Linkdin/PF
Resumo rápido
A Polícia Federal prendeu preventivamente o técnico Tiago Montagnini, acusado de fraudar o programa Desarma e desviar cerca de R$ 11 milhões por meio de devoluções falsas de armas. A Justiça bloqueou seus bens, incluindo imóveis e veículo. Ele responderá por estelionato majorado, e a PF espera recuperar cerca de 40% do valor.
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A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente um prestador de serviço que fraudou o programa de desarmamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, “Desarma”, e desviou cerca R$ 11 milhões.
De acordo com as apurações, Mantagnini tinha uma empresa de fachada e nenhum dos seus patrimônios era declarado à Receita Federal. Conforme o seu perfil no LinkedIn, o técnico era dono do estabelecimento desde setembro de 2013, ano em que deixou de prestar serviços para a PF.
A Justiça Federal congelou todos os bens do investigado, inclusive contas bancárias, três imóveis e um veículo. A PF apreendeu três armas de fogo em poder do investigado, além de computadores e mídias de armazenamento.
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De acordo com os investigadores, ele deverá ser responder pelo crime de estelionato majorado, cuja pena prevista é de reclusão de 1 a 5 anos, aumentada em 1/3 por ter sido praticado contra a União. A PF espera recuperar aproximadamente 40% do montante desviado por Mantagnini, que teria iniciado a venda dos bens assim que teve seu acesso ao Desarma bloqueado.
Leia nota dos advogados do investigado na íntegra:
“O processo em questão tramita sob segredo de justiça, razão pela qual detalhes específicos sobre o caso não podem ser divulgados neste momento. Contudo, é de interesse do investigado que a verdade dos fatos seja plenamente esclarecida.
O Sr. Montagnini reconhece, em partes, as condutas que lhe são imputadas. Ele afirma que as ações foram realizadas de forma autônoma sem conhecimento da sua esposa e se compromete a colaborar integralmente com as autoridades competentes. O investigado assegura seu engajamento em todos os atos processuais que se fizerem necessários, com o objetivo de contribuir para o total esclarecimento das circunstâncias que envolvem o caso.
Finalizamos ressaltando que a defesa está focada no acompanhamento criterioso do inquérito, com o intuito de assegurar que todos os direitos de Tiago Montagnini sejam preservados, além de trabalhar para que o mesmo possa responder ao processo em estado de liberdade, garantindo assim a observância dos princípios constitucionais e legais que regem a matéria.”
Estadão Conteúdo

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