PF suspeita de lavagem de dinheiro em mansão ligada a Nelson Wilians
Imóvel de R$ 22 milhões comprado por empresário investigado foi demolido e anexado à casa do advogado.

Foto: Divulgação
Notícias do Brasil – A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Nelson Wilians e o empresário Maurício Camisotti, preso na Operação Cambota, desdobramento da Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados no INSS.
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Segundo as apurações, em 2020 Camisotti comprou por R$ 22 milhões uma mansão no Jardim Europa, em São Paulo, que pertenceu à família do empresário Abílio Diniz. O imóvel, vizinho à casa de Wilians, foi demolido e o terreno anexado ao jardim do advogado, sem nunca ter sido transferido para seu nome.
Para a PF, o caso levanta indícios de que o advogado pode ter ajudado a ocultar patrimônio do empresário. Relatórios do Coaf mostram movimentações financeiras consideradas atípicas entre eles, incluindo transferências de R$ 15,5 milhões e operações que somaram R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Parte das transações ocorreu quando empresas ligadas a ambos prestavam serviços ao plano de saúde dos servidores federais, o Geap, em contratos depois rescindidos.
Wilians também advogou para entidades ligadas a Camisotti, incluindo a Ambec, que chegou a faturar cerca de R$ 30 milhões mensais com descontos diretos na folha de aposentados.
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Defesas
Em nota, Nelson Wilians afirmou que mantém relação estritamente profissional e legal com Camisotti, negou irregularidades e disse que os valores transferidos se referem à compra de um terreno vizinho, “transação lícita e de fácil comprovação”. Ele também declarou colaborar integralmente com as autoridades.
A defesa de Camisotti, por sua vez, criticou a prisão do empresário, alegou arbitrariedade na ação policial e afirmou que adotará medidas legais para garantir seus direitos.
Leia mais: Risco de fuga e ocultação de patrimônio justificaram prisão do “Careca do INSS”
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