PF vai investigar nomeação de delegado na véspera da morte de Marielle
A afirmação foi feita pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
A Polícia Federal (PF) está conduzindo uma investigação minuciosa sobre as circunstâncias que envolvem a indicação do delegado Rivaldo Barbosa para chefiar a Polícia Civil do Rio de Janeiro em março de 2018. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
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Os detalhes dos próximos passos dessa investigação serão divulgados em uma entrevista coletiva pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ainda neste domingo (24).
Rivaldo Barbosa assumiu o cargo um dia antes do trágico assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. No dia de hoje (24), Barbosa e outros dois indivíduos foram presos sob a suspeita de serem os mandantes do crime.
A indicação de Barbosa para a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro estava sob responsabilidade da intervenção federal no estado, que na época era liderada pelo general Walter Braga Netto. A intervenção teve início em fevereiro de 2018, quando Braga Netto foi indicado pelo então presidente Michel Temer.
A nomeação de Barbosa, um dia antes da execução da vereadora Marielle Franco, desperta questionamentos e levanta suspeitas sobre sua possível ligação com o crime. A prisão do delegado, juntamente com outros dois indivíduos, como supostos mandantes do assassinato, surpreendeu até mesmo a família de Marielle.
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De acordo com relatos de delatores, Rivaldo Barbosa teria assegurado aos irmãos Domingos e Francisco Brazão, também presos sob a suspeita de serem mandantes do crime, que as investigações sobre o assassinato não avançariam.
O caso tem gerado grande comoção e levanta questões sobre a atuação e integridade das instituições responsáveis pela segurança pública e pela justiça no país. A investigação conduzida pela Polícia Federal busca esclarecer as circunstâncias que cercam a nomeação de Barbosa e sua possível relação com o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Enquanto as investigações prosseguem, a sociedade aguarda por respostas e espera que a justiça seja feita, garantindo a punição dos responsáveis pelo brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.
Redação AM POST
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