PGR aponta risco de fuga e defende tornozeleira eletrônica para Bolsonaro
O PGR Paulo Gonet acusa Jair Bolsonaro de liderar organização criminosa que orquestrou suposto golpe de Estado.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Notícias do Brasil – A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou haver “necessidade urgente” de evitar a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18). A declaração está presente na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares ao ex-mandatário, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A manifestação da PGR sustenta que Bolsonaro e seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), articularam ações com o governo dos Estados Unidos para tentar influenciar o andamento da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
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“O comportamento de ruptura com regras elementares de atuação em sociedade, que está estampado publicamente, se torna ainda mais grave quando se leva em conta o anúncio de novas medidas empreendidas contra a soberania do país, o Estado Democrático de Direito e autoridades brasileiras”, destacou a procuradoria.
A PGR reforça que há “necessidade urgente e indeclinável” de novas medidas que assegurem a aplicação da lei penal e evitem a fuga do ex-presidente.
Na mesma decisão, Moraes autorizou a PF a cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Bolsonaro, além de aplicar as seguintes medidas cautelares:
Uso de tornozeleira eletrônica;
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Recolhimento domiciliar noturno e confinamento integral aos fins de semana e feriados;
Proibição de contato com embaixadas, autoridades estrangeiras, réus e investigados;
Proibição de uso de redes sociais, inclusive por terceiros.
A defesa de Bolsonaro afirmou ter recebido com “surpresa e indignação” a decisão, alegando que o ex-presidente sempre cumpriu com todas as determinações judiciais.
Em declaração à imprensa, Bolsonaro negou qualquer intenção de deixar o país e classificou as medidas como “suprema humilhação”. Ele é réu em processo que investiga uma suposta tentativa de manter-se no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.
Leia mais: Bolsonaro diz que será condenado e critica processo como “meramente político”
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