PGR informa ao STF que réu do 8 de janeiro era morador de rua e sofreu agressões de manifestantes
Procuradoria-Geral da República pede absolvição de Geraldo Filipe da Silva, destacando falta de vínculo com outros acusados e agressões sofridas durante atos de vandalismo.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Geraldo Filipe da Silva, réu relacionado aos eventos de 8 de janeiro, era morador de rua e teria sido agredido por manifestantes durante os atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes. A revelação consta no pedido de absolvição encaminhado pela PGR ao ministro Alexandre de Moraes em 7 de novembro.
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Na última sexta-feira, 24, o ministro Moraes revogou a prisão de Geraldo e determinou sua soltura, tornando-se o oitavo réu liberado após a morte de Cleriston Pereira da Cunha no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O subprocurador Carlos Frederico Santos ressaltou que, de acordo com as evidências apresentadas, não há provas suficientes para condenar Geraldo da Silva, destacando que “durante a instrução processual restou demonstrado que o denunciado Geraldo Filipe da Silva não tem nenhum tipo de vínculo com os demais autuados”.
O réu foi preso na Esplanada dos Ministérios enquanto sofria agressões por “integrantes da turba golpista”, conforme apontado no pedido de absolvição. Entretanto, testemunhas durante a investigação afirmaram que Geraldo não cometeu os crimes pelos quais foi denunciado. Ele permaneceu detido por dez meses.
Após o óbito de Cleriston Pereira da Cunha, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a direção da Papuda forneça informações detalhadas sobre o caso. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, lamentou o ocorrido e expressou solidariedade à família da vítima.
Redação AM POST*
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