Piloto preso por pedofilia usava contas digitais em nome de vítimas para financiar esquema
Investigação identifica estratégia de controle financeiro e abuso prolongado envolvendo crianças e adolescentes.

(Foto: divulgação)
Resumo
Piloto da Latam preso por pedofilia usava contas digitais abertas em nome de vítimas para controlar e financiar esquema de abuso infantil, segundo Polícia Civil de São Paulo.
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A Polícia Civil de São Paulo descobriu que o piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, abriu contas correntes digitais em nome de vítimas de abuso sexual infantil como parte de um esquema criminoso investigado pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. A prática fazia parte de uma rede de exploração de crianças e adolescentes e vinha sendo mantida por vários anos, de acordo com as autoridades.
Segundo a investigação, as contas eram usadas para transferências de dinheiro frequentes, com a finalidade de criar dependência financeira e dificultar a denúncia das vítimas. O suspeito conduzia pessoalmente a abertura das contas e orientava as jovens sobre como utilizá-las, mantendo acesso indireto às movimentações.
Prisão e desenvolvimento das apurações
Sérgio foi preso na manhã de segunda-feira (9/2) no Aeroporto de Congonhas (SP) enquanto já estava na cabine de um avião com destino ao Rio de Janeiro. A ação foi parte da Operação “Apertem os Cintos”, que identificou o piloto como peça central de uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável em São Paulo.
A investigação também aponta que ele pagava valores a responsáveis pelas vítimas em troca de fotos e vídeos, além de promover outros tipos de incentivo financeiro, que incluíam compras de bens e pagamento de despesas familiares. As movimentações financeiras e o uso de contas em nome das vítimas são agora analisados como instrumentos de controle, dependência e silenciamento, além de constituírem provas no inquérito que apura diversos crimes contra crianças e adolescentes.
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As apurações continuam para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos no esquema, e a Polícia Civil segue com diligências para ampliar o escopo das investigações.
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