Pix dispara e já domina mais da metade das transações financeiras no Brasil
Sistema do Banco Central atinge 54,7% das operações e amplia distância sobre dinheiro, cartões e boletos.
- Foto: Bruno Peres/Agencia Brasil
Resumo
O Pix já representa 54,7% das transações no Brasil, com crescimento acelerado em 2025. Sistema supera cartões, dinheiro e amplia liderança no mercado financeiro.
Notícias do Brasil – O Pix consolidou sua posição como principal meio de pagamento no Brasil e já responde por mais da metade de todas as transações realizadas no país. Dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (7) mostram que o sistema atingiu 54,7% das operações no segundo semestre de 2025, reforçando sua liderança absoluta no setor financeiro.
O avanço confirma uma mudança estrutural no comportamento dos brasileiros, que passaram a priorizar transferências instantâneas em detrimento de métodos tradicionais, como dinheiro em espécie, cartões e boletos bancários.
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Volume bilionário e crescimento acelerado
No período analisado, o Pix registrou 78,4 bilhões de transações, movimentando um total impressionante de R$ 68,2 trilhões. Os números representam um crescimento de 12,9% na quantidade de operações e de 14,1% no volume financeiro em comparação ao mesmo período de 2024.
Criado em 2020, o sistema teve uma expansão rápida e consistente, impulsionada pela praticidade, gratuidade para pessoas físicas e funcionamento em tempo real, 24 horas por dia.
Esse crescimento contínuo indica que o Pix não apenas ganhou espaço, mas passou a ditar o ritmo das transações financeiras no país.
Cartões ainda resistem, mas perdem espaço
Apesar da hegemonia do Pix, os cartões de pagamento ainda mantêm participação relevante, respondendo por 30,4% das transações. No segundo semestre de 2025, foram realizadas 23,8 bilhões de operações com cartões.
Entre as modalidades, o crédito apresentou crescimento de 9,4%, seguido pelo pré-pago, com alta de 2,2%. Já o cartão de débito praticamente estagnou, registrando leve queda de 0,2%.
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Mesmo com esses números, o avanço do Pix tem pressionado o setor de cartões, principalmente em pagamentos de menor valor e transferências entre pessoas físicas, onde a concorrência é mais direta.
Dinheiro em espécie perde relevância
O uso de dinheiro físico segue em queda no Brasil, acompanhando a digitalização dos serviços financeiros. Os saques tradicionais somaram 1,1 bilhão de transações no segundo semestre de 2025, representando uma redução de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A diminuição foi observada em diferentes canais, incluindo agências bancárias, caixas eletrônicos (ATMs) e correspondentes bancários, indicando uma mudança consistente no comportamento do consumidor.
A tendência reforça o cenário de substituição gradual do papel-moeda por soluções digitais mais rápidas e seguras.
Pix Saque cresce e amplia presença
Embora o dinheiro físico esteja em queda, o Pix também passou a ocupar esse espaço com soluções alternativas. O Pix Saque, por exemplo, registrou 8,5 milhões de transações no período, com crescimento de 20,9% na comparação anual.
A funcionalidade permite que usuários realizem saques em estabelecimentos comerciais, combinando a praticidade do digital com a necessidade eventual de dinheiro em espécie.
Mudança de hábito veio para ficar
Os dados do Banco Central mostram que o Pix não é mais uma alternativa — é o padrão dominante no sistema financeiro brasileiro. A combinação de velocidade, custo zero e ampla aceitação transformou o comportamento de consumidores e empresas.
A tendência é de continuidade desse crescimento, com novas funcionalidades sendo incorporadas e maior integração com serviços financeiros. Enquanto isso, meios tradicionais seguem perdendo espaço em um cenário cada vez mais digital.
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