Polícia Federal investiga suplente de Alcolumbre por saques de R$ 3 milhões
Operação Route 156 apura fraudes em licitações e desvios de recursos em contratos do DNIT no Amapá.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O empresário Breno Chaves, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), é investigado pela Polícia Federal (PF) por movimentações financeiras consideradas suspeitas. De acordo com as apurações, ele teria realizado pelo menos R$ 3 milhões em saques em espécie entre 2013 e 2014.
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Chaves foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (22/7), durante a Operação Route 156, que contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação mira um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos federais vinculados a contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá, especialmente relacionados à manutenção e recuperação da BR-156.
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Segundo a PF, há indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada dentro da superintendência do DNIT no estado, que teria manipulado pelo menos quatro pregões eletrônicos. As empresas LB Construções e Construtora e Reflorestadora Rio Pedreira, ligadas a Breno Chaves, foram apontadas como origem dos recursos sacados.
A decisão judicial que autorizou a operação descreve o empresário como “líder do núcleo privado”, com forte influência sobre o DNIT/AP e suspeita de praticar tráfico de influência ao se valer da condição de suplente de senador. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificou transações atípicas que reforçaram o pedido de busca.
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Apesar da proximidade entre Breno Chaves e Alcolumbre, a PF destacou que o senador não é investigado. Em nota, a assessoria do parlamentar afirmou que ele não tem qualquer ligação com as empresas mencionadas e defendeu a apuração rigorosa dos fatos, “respeitado o devido processo legal”.
O DNIT, por sua vez, declarou colaborar com a investigação e repudiar práticas de corrupção, reforçando que dispõe de uma política antifraude e de integridade.
Até o momento, a defesa de Breno Chaves não se manifestou sobre o caso.
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