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Polícia Federal mira presidente do Rioprevidência em operação sobre investimentos de alto risco

Operação Barco de Papel apura aplicação de quase R$ 1 bilhão em ativos considerados incompatíveis com a finalidade previdenciária.

Por Natan AMPOST

23/01/2026 às 10:12 - Atualizado em 29/05/2026 às 18:25

Resumo

Polícia Federal realiza a Operação Barco de Papel e cumpre mandados contra presidente e ex-diretores do Rioprevidência por suspeita de investimentos de alto risco com recursos previdenciários de servidores do RJ.

Notícias do Brasil -A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel, que investiga investimentos de alto risco realizados com recursos do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores públicos inativos do Estado do Rio de Janeiro.

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Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o atual presidente da autarquia, Deivis Marcon Antunes, e ex-diretores ligados à área de investimentos. Um dos alvos foi a residência do dirigente, localizada no bairro de Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense, onde agentes precisaram transpor o muro do imóvel para cumprir a ordem judicial.

Alvos incluem ex-diretores e sede do fundo

Além do presidente do Rioprevidência, a operação teve como alvos Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, que ocupou o cargo de diretor de Investimentos interino.

As diligências também alcançaram a sede administrativa do Rioprevidência, no Centro do Rio, onde investigadores buscam documentos, registros financeiros, contratos e comunicações internas que possam esclarecer como as operações foram estruturadas, autorizadas e mantidas ao longo do período investigado.

Quase R$ 1 bilhão em aplicações sob suspeita

Segundo a Polícia Federal, o foco do inquérito são nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

As autoridades afirmam que os aportes expuseram o patrimônio previdenciário a “risco elevado”, considerado incompatível com a natureza conservadora exigida na gestão de fundos destinados ao pagamento de benefícios de aposentados e pensionistas.

Os investigadores apontam que a concentração dos recursos em ativos de longo prazo comprometeria princípios básicos de segurança, liquidez e prudência — pilares fundamentais para garantir a sustentabilidade financeira de regimes próprios de previdência.

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Mandados e apuração judicial

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e têm como objetivo aprofundar a coleta de provas sobre os fluxos decisórios internos, a análise de risco realizada à época das aplicações e a eventual responsabilidade de gestores públicos.

A Polícia Federal busca identificar se houve negligência, imprudência, violação de normas técnicas ou eventual direcionamento indevido dos investimentos, além de possíveis falhas nos mecanismos de controle interno da autarquia.

Inquérito teve origem em auditoria do Ministério da Previdência

A investigação foi instaurada em novembro de 2025 após auditoria da Secretaria de Regime Próprio e Complementar, vinculada ao Ministério da Previdência Social.

O relatório técnico apontou uma concentração excessiva de recursos em ativos com vencimento previsto apenas para 2033 e 2034, o que contraria diretrizes regulatórias voltadas à preservação do capital e à manutenção de liquidez suficiente para honrar pagamentos correntes.

Resposta anterior do Rioprevidência

Em manifestação anterior, o próprio Rioprevidência reconheceu que cerca de R$ 960 milhões foram aplicados nas Letras Financeiras entre outubro de 2023 e agosto de 2024. A autarquia informou ainda que estava em negociação para substituir esses papéis por precatórios federais, considerados mais alinhados ao perfil previdenciário.

A Polícia Federal segue analisando a legalidade das operações e os impactos potenciais sobre a saúde financeira do fundo, que desempenha papel central na garantia de renda para milhares de servidores aposentados do estado.

A Operação Barco de Papel permanece em andamento, e novas fases ou desdobramentos não estão descartados pelas autoridades.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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