Polícia nega pedido de Suzane von Richthofen para liberar corpo do tio e assumir inventário de herança milionária
Condenada pela morte dos pais, Suzane tentou retirar corpo do médico Miguel Abdala Netto e se declarar inventariante, mas delegacia barrou solicitação.
- Foto: reprodução
Resumo
Polícia Civil nega pedido de Suzane von Richthofen para liberar corpo do tio e inventariar bens; impasse mantém cadáver no IML.
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Notícias do Brasil – A Polícia Civil de São Paulo negou o pedido de Suzane von Richthofen para liberar o corpo do tio, o médico Miguel Abdala Netto, encontrado morto na última sexta-feira (9) em seu apartamento no Campo Belo, zona sul da capital.
Suzane compareceu à 27ª Delegacia de Polícia no domingo (11) e afirmou ser a parente mais próxima disponível para assumir a liberação do cadáver, mas a solicitação foi recusada.
Miguel Abdala, de 76 anos, vivia sozinho, não tinha filhos e teve a morte tratada como suspeita pela polícia. Ainda não há indícios externos de violência, mas o corpo já apresentava sinais de decomposição quando foi localizado.
Tia em busca de enterro e herança
Segundo investigações citadas pelo jornal O Globo, o médico possuía patrimônio estimado em R$ 5 milhões, incluindo uma casa e um apartamento no Campo Belo e um sítio no litoral paulista. Além da tentativa de retirar o corpo para sepultamento, Suzane buscou o reconhecimento legal para se tornar inventariante dos bens deixados pelo tio.
Suzane teria alegado aos investigadores que é a única parente consanguínea próxima, destacando que Abdala não tinha filhos, cônjuge, pais ou irmãos vivos. Seus únicos parentes diretos seriam ela e o irmão Andreas von Richthofen.
No entanto, o histórico criminal da sobrinha pesou. Condenada a 39 anos de prisão por participar do assassinato dos pais, Suzane hoje cumpre pena em regime aberto e é monitorada judicialmente.
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Outro familiar tentou, mas também não avançou
A disputa sobre quem pode representar legalmente o falecido não envolveu apenas Suzane.
No fim de semana, Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel, também tentou liberar o corpo, mas obteve apenas autorização para reconhecer o cadáver no Instituto Médico-Legal (IML).
À medida que pedidos se acumulam, o corpo segue armazenado no freezer do IML, aguardando definição judicial.
Caso agora vai ao Judiciário
Diante da negativa policial, Suzane procurou reforçar sua tentativa na esfera cível.
A ex-estudante compareceu ao fórum e entrou com pedido de tutela provisória, buscando permissão judicial para liberar o corpo e assumir o inventário do patrimônio do tio.
A Justiça ainda não decidiu quem será responsável pelo sepultamento e pela administração dos bens.
Enquanto isso, o inquérito sobre a morte segue com a Polícia Civil, que trata o caso como morte suspeita até conclusão de laudos.
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