Polícia pede apreensão de passaporte de suspeito na morte do cão Orelha
A Polícia Federal também foi informada sobre o pedido, que tem como objetivo evitar uma eventual saída do país por parte do investigado.
- Foto: reprodução
Resumo rápido
A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. A medida busca impedir que o jovem deixe o país enquanto o caso segue em apuração, que ainda enfrenta divergências entre a polícia e o Ministério Público.
Notícias do Brasil – A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente acusado de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, em Florianópolis. A Polícia Federal também foi informada sobre o pedido, que tem como objetivo evitar uma eventual saída do país por parte do investigado.
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Ministério Público apoia a medida
Em nota, a Polícia Civil informou que o Ministério Público de Santa Catarina se manifestou favoravelmente à apreensão do documento. Segundo a corporação, a intenção é garantir que o processo judicial siga sem interferências, com base nas provas já reunidas durante a investigação.
A polícia afirma que trabalha para que a denúncia contra os envolvidos seja formalizada e encaminhada à Justiça, reunindo todos os elementos técnicos e testemunhais obtidos até o momento.
Apesar do avanço das investigações, há divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público quanto à conclusão do inquérito. O MP anunciou que deve requisitar novas diligências, alegando a necessidade de maior detalhamento na reconstrução dos fatos.
Promotorias das áreas criminal e da infância e juventude apontaram lacunas na apuração, especialmente no que diz respeito à possível participação de adolescentes em atos infracionais relacionados a maus-tratos contra animais.
Pedido de internação
Para a Polícia Civil, há base legal suficiente para o pedido de internação do adolescente investigado diretamente pela morte do cão. O nome do jovem não foi divulgado por se tratar de menor de idade.
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O caso envolve quatro adolescentes, e apenas um deles teve pedido formal de internação encaminhado à Justiça.
Suspeita de coação e ameaças
Além da investigação principal, a Polícia Civil apura indícios de coação no curso do processo e possíveis ameaças envolvendo familiares dos adolescentes e um porteiro de um condomínio da Praia Brava.
O Ministério Público, por sua vez, informou que pretende aprofundar essas apurações e confirmar se tais episódios têm relação direta com o crime contra o animal.
Para esclarecer os fatos, a polícia analisou mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras de segurança instaladas na região. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas durante a investigação.
Embora não existam imagens do momento exato da agressão ao cão, as gravações permitiram identificar o deslocamento do adolescente investigado, as roupas usadas no dia do crime e sua saída do condomínio durante a madrugada.
As investigações sobre o caso foram oficialmente encerradas pela Polícia Civil no dia 3 de fevereiro, mas seguem sob análise do Ministério Público.
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