Polícia prende suspeito de matar três pessoas no ataque a assentamento do MST
A Polícia Civil de São Paulo prendeu um suspeito de 41 anos, que confessou participação no crime.
- Foto: divulgação
Um trágico evento ocorreu na noite de sexta-feira, 10 de janeiro, quando homens armados invadiram o Assentamento Olga Benário, localizado em Tremembé, interior de São Paulo. O ataque resultou em três mortes e seis feridos, deixando uma comunidade em luto e um país em choque.
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Valdir do Nascimento, conhecido como “Valdirzão”, 52 anos, e Gleison Barbosa de Carvalho, 28, foram identificados como duas das vítimas fatais. Denis Carvalho, irmão de Gleison, também sucumbiu aos ferimentos no dia seguinte. Outros dois feridos foram internados em estado grave, lutando pela vida.
Investigação e Prisão
A Polícia Civil de São Paulo prendeu um suspeito de 41 anos, que confessou participação no crime. A identidade do envolvido ainda não foi divulgada. O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a abertura de um inquérito para apurar o ataque, com uma equipe da Polícia Federal se deslocando ao local para investigar.
O Assentamento Olga Benário enfrenta uma intensa disputa com a especulação imobiliária voltada para o turismo de lazer. As famílias assentadas sofrem ameaças e coerções constantes, demonstrando a vulnerabilidade dos territórios de Reforma Agrária.
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A CUT-SP manifestou solidariedade ao MST e repudiou o ataque, exigindo que as autoridades estaduais e federais investiguem e punam os responsáveis com rigor. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, visitarão Tremembé para acompanhar a investigação.
Reações ao Ataque
O presidente Lula expressou solidariedade às vítimas e prometeu uma visita à região, demonstrando compromisso com a justiça e a segurança dos trabalhadores rurais. Ministros do governo federal também condenaram o ataque e cobraram punição aos envolvidos.
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