De olho na eleição, Hugo Motta deverá adotar postura mais alinhada ao governo Lula em 2026
A mudança de postura, segundo interlocutores, estaria diretamente ligada ao calendário eleitoral do próximo ano.
- Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Notícias do Brasil – Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que o parlamentar deve intensificar, em 2026, os gestos de aproximação com o Palácio do Planalto. A mudança de postura, segundo interlocutores, estaria diretamente ligada ao calendário eleitoral do próximo ano.
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O principal fator seria o projeto político de Motta na Paraíba. Além de buscar a reeleição como deputado federal, o presidente da Câmara trabalha para viabilizar a candidatura do pai, Nabor Wanderley, ao Senado. O estado é considerado estratégico para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mantém bom desempenho eleitoral na região.
Hugo Motta e seu pai integram a base do governador João Azevêdo (PSB), que não poderá disputar a reeleição em 2026 e tende a atuar como um dos principais apoiadores de Lula no estado, inclusive oferecendo palanque para a campanha presidencial.
Outro elemento citado por aliados para explicar a aproximação é o fortalecimento do diálogo institucional entre Motta e o Planalto. Na semana passada, Lula nomeou Gustavo Feliciano, aliado do presidente da Câmara, para o comando do Ministério do Turismo, gesto interpretado como sinal de prestígio político.
Pesquisas internas também influenciam o cálculo político. A avaliação no entorno de Motta é de que Lula deve consolidar o favoritismo para a eleição presidencial nos próximos meses. A possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido como nome da direita bolsonarista, é vista como fator de divisão da centro-direita, abrindo espaço para mais de um candidato nesse campo.
Diante desse cenário, aliados projetam que a Câmara retome os trabalhos em fevereiro de 2026 com pautas alinhadas ao interesse do governo federal. Entre elas, a votação do PL Antifacção conforme o texto aprovado no Senado e a chamada PEC da Segurança, considerada uma das apostas do Planalto para ganhar protagonismo no debate sobre segurança pública durante o ano eleitoral.
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