Por que o Pix entrou na mira dos EUA? Especialistas apontam disputa por influência financeira
Analistas avaliam que sistema brasileiro de pagamentos fortalece a autonomia financeira do país e reduz a dependência de plataformas internacionais.
- O Pix voltou ao debate internacional após os EUA citarem o sistema na investigação que levou a uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com especialistas vendo o tema como geopolítico, não apenas concorrencial.
- Economistas afirmam que o Pix aumenta a autonomia e a soberania financeira do Brasil, reduzindo dependência de plataformas internacionais e ampliando a bancarização.
- Analistas destacam que sistemas nacionais de pagamento reforçam o controle de transações e podem diminuir a influência de sanções econômicas estrangeiras.
- O Banco Central busca exportar o modelo do Pix por acordos com 47 países, enquanto o debate sobre o tarifaço segue aberto por envolver múltiplos fatores econômicos e políticos.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Bruno Peres/Agencia Brasil
Notícias do Brasil – O Pix voltou ao centro das discussões internacionais após ser citado entre os pontos analisados pelo governo dos Estados Unidos durante a investigação comercial que resultou no anúncio de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a questão vai além da concorrência entre empresas e envolve interesses geopolíticos ligados ao controle dos sistemas financeiros.
Especialistas apontam disputa por influência financeira
Segundo economistas e especialistas em relações internacionais, o Pix representa um avanço na autonomia do sistema financeiro brasileiro e reduz a dependência de plataformas internacionais de pagamento.
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Na avaliação do professor de Economia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Maicon Cláudio da Silva, a preocupação dos Estados Unidos estaria relacionada à perda de influência sobre a infraestrutura financeira de outros países.
“O Pix fortalece a soberania financeira do Brasil e reduz a dependência de sistemas estrangeiros”, avalia o especialista.
Pix ampliou a inclusão financeira no Brasil
Além de facilitar transferências instantâneas, o Pix também ampliou o acesso da população ao sistema bancário.
Segundo os especialistas, muitas operações que antes eram realizadas exclusivamente em dinheiro passaram a ser feitas por meio do sistema financeiro, aumentando a bancarização e movimentando a economia.
Mesmo com a expansão do Pix, os cartões de crédito e débito continuam registrando crescimento no Brasil. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que o setor movimentou R$ 4,5 trilhões em 2025, um aumento de 10,1% em relação ao ano anterior.
Debate vai além da concorrência entre empresas
Os analistas afirmam que o debate não se resume à competição entre o Pix e empresas como Visa, Mastercard ou WhatsApp Pay.
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Para o professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmona, sistemas nacionais de pagamento aumentam a capacidade dos países de controlar suas próprias transações financeiras e diminuem a dependência de plataformas sediadas nos Estados Unidos.
Segundo ele, essa autonomia também reduz a influência de sanções econômicas aplicadas por governos estrangeiros.
Banco Central exporta tecnologia do Pix
Outro ponto destacado pelos especialistas é o interesse internacional pelo modelo brasileiro.
De acordo com a Agência Brasil, o Banco Central mantém acordos de cooperação técnica com 47 países interessados em desenvolver sistemas semelhantes ao Pix.
Na Europa, por exemplo, o Banco Central Europeu trabalha no projeto do Euro Digital, previsto para iniciar sua fase piloto em 2027.
A presidente da instituição, Christine Lagarde, já afirmou publicamente que a iniciativa busca reduzir a dependência de sistemas de pagamentos estrangeiros e ampliar a soberania financeira da União Europeia.
Tarifaço ainda gera debate
O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de uma investigação comercial envolvendo o Brasil e citou o Pix entre os temas analisados.
Entretanto, especialistas ressaltam que as motivações para o tarifaço envolvem diversos fatores econômicos e geopolíticos e continuam sendo alvo de debate entre analistas e autoridades dos dois países.
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