Presença militar da Venezuela na fronteira com a Guiana faz Exército brasileiro aumentar tropas no local
O esquadrão da Boa Vista passará de 200 para 400 homens, além de receber veículos blindados para reforço.
- Foto; Reprodução
O Exército brasileiro anunciou recentemente que irá aumentar o número de tropas militares na fronteira com a Guiana. Essa decisão veio após um aumento no número de militares venezuelanos na mesma região. No entanto, o órgão afirmou que essa movimentação não indica um conflito militar iminente entre os dois países, que disputam há mais de um século o território de Essequibo, uma região de 160 mil km² rica em petróleo e minério, que atualmente faz parte do território guianense.
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A antecipação das tropas brasileiras é uma medida preventiva, em caso de uma possível disputa que possa ocorrer a qualquer momento. O Exército está constantemente monitorando e mantendo suas tropas em prontidão para garantir a inviolabilidade das fronteiras.
Aumento das tropas na fronteira
O esquadrão de Boa Vista, capital de Roraima, terá um aumento de seus efetivos de 200 para 400 homens, enquanto o pelotão de Pacaraima passará de 30 para 130 militares. Além disso, veículos blindados estão a caminho para reforçar as tropas, sendo enviados para as Regiões Sul e Centro-Oeste do país. A 1ª Brigada de Infantaria de Selva, composta por quase 2 mil militares, intensificou suas ações de vigilância e proteção do território nacional na fronteira.
Disparidade no poderio militar
É importante destacar que há uma grande disparidade no poderio militar entre os dois países. Enquanto a Venezuela possui cerca de 150 mil militares ativos, a Guiana tem aproximadamente 3 mil. Além disso, a Venezuela investe cerca de 5,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares, sendo o sexto país que mais investe nessa área em todo o mundo. Por outro lado, a Guiana está na 152ª posição, destinando apenas 0,6% do seu PIB para gastos militares.
Diferenças nos sistemas de alistamento
Outra diferença entre os dois países está relacionada às regras para o alistamento militar. Na Venezuela, os homens entre 18 e 30 anos são obrigados a servir ao Exército por um período de 24 a 30 meses. Já na Guiana, o alistamento não é obrigatório e os homens entre 18 e 25 anos podem se oferecer voluntariamente para o serviço militar.
Intervenção externa em caso de invasão
No caso de uma possível invasão da Guiana pela Venezuela, a alternativa seria uma intervenção externa para auxiliar no combate às tropas do ditador Nicolás Maduro. Essa intervenção seria necessária para garantir a defesa do estado da Guiana contra qualquer agressão externa.
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