Brasil

Presidente da Petrobras alerta governo federal sobre risco de desabastecimento de diesel

Em documentos, a estatal diz para ANP que “há elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022”.


Redação AM POST

O presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, enviou um ofício à Agência Nacional do Petróleo alertando sobre o “elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022”. Entre os fatores listados pela estatal estão: os baixos estoques de grandes fornecedores ou consumidores, como Estados Unidos, Europa e Singapura, a Guerra da Ucrânia que tirou a Rússia desse mercado, a utilização de estoques próprios para compensar a falta do diesel russo no Oriente Médio e na Índia, o aumento nos custos do frete e a eventual indisponibilidade de refinarias.

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A decisão de comunicar oficialmente o governo foi tomada em reunião do Conselho de Administração da estatal na última terça-feira (25), depois de um longo debate sobre o tema.

“Diante do cenário de escassez global de diesel e do cronograma de paradas programadas das refinarias —apesar dos melhores esforços da companhia, a Petrobras entende que há elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022. Adicionalmente, há também grandes incertezas quanto aos níveis das cotações internacionais do produto nessa conjuntura de escassez”, explica José Mauro Coelho.

O Ministério de Minas e Energia (MME) se manifestou por meio de nota e esclareceu que está atento ao abastecimento nacional de combustíveis desde o início da guerra entre Ucrânia e Rússia e que os estoques de óleo diesel S10 somados com a produção nacional garantem o suprimento do mercado nacional por 38 dias.

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“Em outras palavras, se as importações desse combustível fossem cessadas hoje, os estoques, em conjunto com a produção nacional, seriam suficientes para suprir o país por 38 dias. Além disso, desde o início da intensificação do monitoramento do abastecimento pelo Governo Federal, a autonomia de óleo diesel aumentou de 30 para 38 dias em termos de dias de importação (aumento de 26,7%)”, diz os textos.

Segundo o ministério, foram adotadas medidas “imediatas” para intensificar o monitoramento da logística e oferta de “petróleo, gás natural e seus derivados, nos mercados doméstico e internacional”.

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Ainda segundo a nota, o ministério, em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) criou, em março deste ano, um Comitê Setorial de Monitoramento do Suprimento Nacional de Combustíveis e Biocombustíveis para acompanhamento da situação do suprimento do diesel.

“O Ministério de Minas e Energia segue atento aos movimentos do mercado doméstico e internacional, mantendo o monitoramento de forma intensa e constante para adotar medidas tempestivas em conjunto com os demais órgãos governamentais nas esferas das suas respectivas competências, conforme a evolução do cenário”, finaliza a nota.

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*Com informações da CNN