Presidente do PL critica prisão domiciliar de Bolsonaro e fala em “exagero” da Justiça
Valdemar Costa Neto, reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes.
- Foto: Reprodução
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o magistrado, Bolsonaro teria desrespeitado reiteradamente medidas cautelares impostas no âmbito de investigações em curso.
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A medida foi tomada após Bolsonaro ter participado, por telefone, de uma manifestação realizada no domingo (3), em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento reuniu apoiadores do ex-presidente e foi marcado por falas contra o STF e pedidos de anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Um vídeo com a participação de Bolsonaro foi publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e posteriormente apagado. No trecho, o ex-presidente afirma que o ato era “pela nossa liberdade, pelo nosso futuro e pelo Brasil”.
A decisão de Moraes gerou reações imediatas. Para Valdemar Costa Neto, a medida “acirra os ânimos” e transmite à população uma sensação de excesso por parte do Judiciário. “A ordem de prisão do presidente Bolsonaro, um dia após as manifestações populares (às quais ele sequer compareceu), soa como vontade de calar uma boa parte da população brasileira”, afirmou Valdemar, em nota oficial do partido.
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No documento, Valdemar argumenta que os protestos foram pacíficos e dentro do que a Constituição permite, e reforça que o ex-presidente ainda não foi condenado. “Essa medida apenas acirra os ânimos e passa, cada vez mais, um sentimento de exagero no curso do inquérito, mesmo antes de qualquer condenação”, completou.
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A fala marca um tom mais firme do presidente do PL, após críticas internas à sua declaração inicial, quando havia se limitado a dizer estar “inconformado” com a prisão de Bolsonaro. Aliados do ex-presidente cobravam uma postura mais contundente diante do que consideram um “abuso de poder” por parte do Supremo.
A decisão de Moraes foi baseada no entendimento de que Bolsonaro descumpriu determinações judiciais que lhe proibiam de se comunicar com outros investigados e de incitar atos antidemocráticos. A participação, mesmo remota, teria configurado nova violação às medidas cautelares.
Com a prisão domiciliar, Bolsonaro passa a ter que cumprir restrições mais severas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de conceder entrevistas, participar de eventos políticos ou manter qualquer tipo de contato público sem autorização judicial.
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