Presidente do STF, Edson Fachin apresenta 10 princípios que devem orientar a atuação de juízes
A exposição ocorreu durante uma aula magna realizada para estudantes de direito no UniCEUB, em Brasília.
- Foto: STF
Resumo
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, apresentou dez princípios que, segundo ele, devem orientar a atuação de magistrados no Brasil. As declarações foram feitas durante uma aula magna no UniCEUB, em meio às discussões sobre a criação de um código de ética para ministros da Corte.
Notícias do Brasil – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou um conjunto de princípios que, segundo ele, devem nortear a conduta de magistrados no exercício da função judicial.
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A exposição ocorreu durante uma aula magna realizada para estudantes de direito no UniCEUB, em Brasília, em meio às discussões dentro do próprio Supremo sobre a criação de um Código de Conduta Ética para os ministros da Corte.
Durante a palestra, Fachin ressaltou que a atividade jurisdicional exige responsabilidade institucional e consciência dos limites do poder judicial.
Segundo o ministro, tribunais possuem autoridade para interpretar e aplicar o direito, mas isso não significa que detenham exclusividade sobre decisões políticas ou institucionais.
“Reconhecer que os tribunais têm autoridade para dizer o direito não significa ter o monopólio da sabedoria política”, afirmou.
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Judiciário deve evitar concentração de poder
Na avaliação de Fachin, a atuação do Judiciário também precisa considerar os riscos de concentração excessiva de poder institucional.
De acordo com o ministro, decisões judiciais que ampliam o papel dos tribunais podem, em determinadas circunstâncias, gerar efeitos negativos semelhantes aos problemas que pretendem resolver.
Ele afirmou que o fortalecimento das instituições democráticas deve ocorrer por meio da cooperação entre os poderes e não pela substituição das demais instâncias políticas pelo Judiciário.
Os princípios defendidos por Fachin
Ao falar aos estudantes que pretendem seguir carreira na magistratura, o ministro afirmou que não existe uma fórmula única para o exercício da função judicial. No entanto, destacou diretrizes construídas a partir da experiência institucional e de referências nacionais e internacionais.
Entre os princípios apontados por Fachin estão:
preservação da dignidade e independência da função jurisdicional;
defesa da autonomia do Poder Judiciário;
liberdade de convicção no julgamento, sem influência política ou pressões externas;
garantia de imparcialidade nas decisões;
prudência ao se manifestar publicamente sobre processos;
integridade na vida pública e privada;
recusa a vantagens, presentes ou benefícios;
tratamento respeitoso nas relações institucionais;
preservação do sigilo de informações obtidas no exercício da função;
busca permanente por aprimoramento técnico e científico.
Debate sobre ética no Supremo
As declarações do presidente do STF ocorrem em um momento em que a Corte discute a criação de um código de ética específico para ministros.
A proposta busca estabelecer parâmetros de conduta e transparência para integrantes do tribunal, tema que vem sendo debatido nos últimos meses dentro do Judiciário e também na sociedade.
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