Presidentes da Câmara e do Senado barram avanço da CPI do Banco Master
Levantamento do Estadão aponta que 55% dos deputados federais e 66% dos senadores são favoráveis à abertura da CPI.
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Resumo
Apesar do apoio da maioria de deputados e senadores, a CPI do Banco Master segue paralisada no Congresso Nacional. A decisão dos presidentes da Câmara e do Senado de não avançar com a investigação intensifica disputas políticas, movimenta o STF e preocupa partidos do centrão e do governo.
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Motta e Alcolumbre travam a CPI do Banco Master
Mesmo com apoio expressivo no Congresso Nacional, a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master enfrenta resistência das cúpulas do Legislativo. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, sinalizaram que, por ora, o pedido de investigação ficará parado.
Levantamento do Estadão aponta que 55% dos deputados federais e 66% dos senadores são favoráveis à abertura da CPI. Ainda assim, dois requerimentos já protocolados não avançaram, frustrando parlamentares da oposição e parte da base governista.
Disputa política nos bastidores
Enquanto a CPI não sai do papel, governo e oposição travam uma disputa silenciosa sobre o rumo da eventual investigação. A principal divergência está no enfoque dos trabalhos e na liderança da comissão, caso ela venha a ser instalada.
O receio de diferentes grupos políticos é que a apuração extrapole o sistema financeiro e alcance relações empresariais e políticas sensíveis no Congresso.
Estratégia do PT e impacto no centrão
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que a CPI pode gerar desgastes pontuais ao governo, mas apostam que o impacto maior recairia sobre o centrão, considerado o principal elo político atingido pelo escândalo.
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Segundo reportagem do UOL, investigadores já identificaram três grandes empresas de apostas online e suas conexões com empresários e agentes políticos, ampliando o alcance do caso e aumentando a tensão no Parlamento.
Pressão chega ao STF
O caso também ganhou novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Alessandro Vieira, que integra a CPI do Crime Organizado, solicitou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli.
A empresa pertence formalmente aos irmãos do ministro — o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio — e teria realizado negócios com o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, figura central nas investigações envolvendo o Banco Master.
PF acessa dados e aumenta tensão em Brasília
A Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia de um celular de Daniel Vorcaro, após o banqueiro se recusar a fornecer a senha do aparelho durante depoimento. As informações extraídas estão sendo organizadas e devem ser compartilhadas com o STF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A movimentação da PF elevou a apreensão em Brasília, com parlamentares acompanhando de perto os próximos passos das investigações.
Congresso vive semana decisiva
Com a CPI travada e novas revelações surgindo, a pressão sobre os presidentes da Câmara e do Senado tende a aumentar. Parlamentares avaliam que a manutenção do bloqueio pode gerar desgaste institucional, especialmente diante do apoio majoritário à investigação.
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