Preso em investigação sobre suposta ligação com o PCC, vereador Senival Moura pede afastamento do PT
Parlamentar solicitou o afastamento da sigla para se dedicar à defesa. Polícia Civil e Ministério Público investigam suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresa de ônibus.

Foto: Divulgação/Rede Câmara
Resumo:
- Afastamento: Senival Moura pediu desligamento temporário do PT.
- Investigação: Vereador foi preso na Operação Última Parada por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro.
- Defesa: Parlamentar nega irregularidades e afirma confiar na Justiça.
- PT: Partido informou que o pedido busca evitar associação entre a investigação e a legenda.
Notícias do Brasil – O vereador de São Paulo Senival Pereira de Moura solicitou o afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) após ser preso durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Em nota, o diretório municipal do PT informou que o parlamentar tomou a decisão para se dedicar à própria defesa e evitar que os fatos investigados fossem associados ao partido.
PUBLICIDADE
Leia também: Conar suspende publicidade de bets na CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo
O que investiga a Operação Última Parada?
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, Senival Moura é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado a empresa de ônibus Transunião Transportes S.A. para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As autoridades afirmam que a investigação reuniu documentos, planilhas, relatórios financeiros e mensagens que apontariam a atuação do vereador no esquema.
Até o momento, as suspeitas fazem parte da linha investigativa das autoridades e ainda serão analisadas pela Justiça, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
O que apontam as investigações?
De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, Senival Moura exerceria influência sobre a empresa de transporte mesmo sem constar formalmente no quadro societário.
PUBLICIDADE
Os investigadores também apontam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados, além da utilização de familiares e pessoas de confiança para administrar bens e negócios supostamente ligados ao parlamentar.
A investigação ainda relaciona o nome do vereador ao assassinato de um ex-diretor financeiro da empresa Transunião, ocorrido em 2020, hipótese que segue sob apuração pelas autoridades.
O que diz a defesa?
Por meio de nota, a defesa de Senival Moura afirmou que o vereador é inocente e recebeu com indignação a decretação da prisão temporária.
Os advogados sustentam que não há prática de qualquer conduta ilícita e informaram que estão adotando as medidas jurídicas necessárias para acessar os autos e apresentar esclarecimentos à Justiça.
Segundo a defesa, o parlamentar confia que a investigação demonstrará sua inocência.
Contexto
Senival Moura está em seu sexto mandato como vereador na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente ocupa os cargos de primeiro-secretário da Mesa Diretora e presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, e as conclusões das autoridades ainda serão submetidas à análise do Poder Judiciário.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





