Pressão do STF? Eduardo Bolsonaro diz que Hugo Motta recuou de pautar anistia após jantar com Moraes
Eduardo disse que o presidente da Câmara passou a adotar um discurso semelhante ao de parlamentares da esquerda.
- Foto: Reprodução
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria alterado sua posição em relação à anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 por estar sendo ameaçado após um encontro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante entrevista à rádio Auri Verde Brasil, nesta sexta-feira (4).
Segundo Eduardo Bolsonaro, Motta vinha defendendo abertamente a anistia até participar de um jantar promovido por Moraes em 18 de março, no apartamento funcional do ministro em Brasília. O evento reuniu diversas autoridades dos Três Poderes. Após esse encontro, ainda de acordo com o parlamentar, a postura de Hugo Motta teria mudado radicalmente.
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“Hugo Motta está sendo ameaçado. Ele vai negar isso publicamente, claro. Antes da conversa com Moraes, ele era a favor da anistia, mas, depois do jantar com Alexandre de Moraes, ele mudou drasticamente”, declarou Eduardo.
URGENTE – Eduardo Bolsonaro diz que Hugo Motta fala sobre anistia como um esquerdista do PSOL
“Ele tem falado basicamente igual um esquerdista do PSOL, falando que é contra a anistia, democracia, e aquelas questões todas que estamos acostumados a ouvir da boca de Lula” pic.twitter.com/XiLYDrHQRF
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 4, 2025
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que Motta costumava seguir a orientação do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adotando uma linha de conduta política que prioriza a votação de temas sensíveis diretamente no plenário da Câmara, deixando que a maioria decida. Segundo ele, a expectativa era de que o deputado paraibano mantivesse esse posicionamento e levasse o projeto de anistia à votação.
“Ele (Motta) deveria respeitar o compromisso assumido na campanha e a vontade popular expressa por seus representantes eleitos”, criticou.
Ainda durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro sugeriu que o presidente da Câmara passou a adotar um discurso semelhante ao de parlamentares da esquerda, como os do PSOL, após o encontro com Moraes. Para o deputado, esse alinhamento representa uma traição às promessas feitas por Motta durante a campanha para a presidência da Câmara.
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“Ele tem falado, basicamente, igual a um esquerdista do PSOL. Diz que é contra a anistia, fala em democracia e outras questões que já estamos acostumados a ouvir da boca do Lula e de seus puxadinhos do PT”, atacou Eduardo.
O parlamentar também fez um apelo por mobilização popular. Segundo ele, apenas com pressão das ruas será possível avançar com a pauta da anistia ou mesmo discutir temas mais sensíveis como o impeachment de ministros do STF. Para Eduardo, o recuo de Hugo Motta só reforça a necessidade de uma atuação mais incisiva da sociedade civil.
“A pressão popular é um ingrediente fundamental. Sem pressão popular, não existe impeachment. Sem pressão popular, não existe anistia”, concluiu.
As falas de Eduardo ocorrem em meio à crescente tensão entre setores bolsonaristas e o Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação aos desdobramentos jurídicos dos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
A proposta de anistia a esses condenados vem sendo discutida por parlamentares da base bolsonarista e enfrentando forte resistência de diversos setores da sociedade e do Judiciário.
Por outro lado, apoiadores da anistia argumentam que os condenados estariam sendo vítimas de perseguição política e defendem que muitos dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro foram manipulados e não cometeram crimes graves. Essa narrativa tem sido constantemente reforçada por figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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