Produtora se pronuncia e diz que não consta um único centavo de Vorcaro no filme Dark Horse sobre Bolsonaro
A produtora destacou ainda que contratos de não divulgação são frequentemente utilizados em grandes produções por capital privado.
- Foto: Divulgação
Resumo
A produtora GOUP Entertainment divulgou uma nota técnica nesta quarta-feira (13) afirmando que o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada em Jair Bolsonaro, segue normas legais dos Estados Unidos. A empresa negou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenha feito aportes financeiros diretos para o filme.
Notícias do Brasil – A produtora GOUP Entertainment se pronunciou oficialmente nesta quarta-feira (13) sobre os questionamentos envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, longa-metragem inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, e negou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenha feito aportes financeiros diretos para a obra.
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Em nota técnica enviada à imprensa, a empresa afirmou que a legislação norte-americana garante proteção à identidade de investidores privados envolvidos em projetos audiovisuais internacionais. Segundo a produtora, acordos de confidencialidade fazem parte das práticas comuns do mercado e servem para proteger informações estratégicas e comerciais.
Produção tenta reduzir pressão sobre origem dos recursos
A manifestação acontece em meio à repercussão sobre os recursos destinados à produção do filme, que tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal.
Nos últimos dias, reportagens levantaram questionamentos sobre a origem dos investimentos ligados ao projeto, aumentando a pressão pública sobre a transparência financeira da obra.
Na nota, a GOUP Entertainment sustenta que atua dentro dos marcos legais dos Estados Unidos e que a preservação da identidade dos financiadores é respaldada por contratos e pela legislação internacional aplicada ao setor audiovisual.
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Empresa diz que prática é comum em produções internacionais
A produtora destacou ainda que contratos de não divulgação são frequentemente utilizados em grandes produções financiadas por capital privado.
Segundo a empresa, esse modelo é considerado uma ferramenta legítima para garantir segurança jurídica aos parceiros comerciais e estabilidade durante a execução do projeto.
A GOUP afirmou que o sigilo dos investidores não representa irregularidade e faz parte das normas regulatórias adotadas em mercados globais de entretenimento.
Filme é tratado como projeto de forte impacto político
O longa Dark Horse vem sendo tratado nos bastidores políticos como uma produção de grande alcance simbólico e eleitoral. A obra busca retratar a trajetória de Jair Bolsonaro e seus bastidores políticos, ampliando o interesse público sobre detalhes da produção.
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Ao adotar um posicionamento técnico e jurídico, a GOUP Entertainment tenta afastar questionamentos externos e reforçar a continuidade da produção cinematográfica sem comprometer seus acordos comerciais.
NOTA TÉCNICA À IMPRENSA – ÍNTEGRA
A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar.
Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.
A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos.
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Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário.
A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual.
A produtora permanece à disposição das autoridades competentes e da imprensa para os esclarecimentos cabíveis, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a integridade de suas operações.
GOUP Entertainment
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