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Projeto Saúde em Nossas Mãos reduz infecções hospitalares e gera economia milionária ao SUS

Iniciativa em UTIs públicas diminuiu em 26% os casos de infecções relacionadas à assistência à saúde em pouco mais de um ano.

15/01/2026 às 07:29 - Atualizado em 15/01/2026 às 09:24

Resumo

Criado para combater infecções relacionadas à assistência à saúde em hospitais públicos, o projeto Saúde em Nossas Mãos alcançou uma redução de 26% desses casos em unidades de terapia intensiva entre setembro de 2024 e outubro de 2025. A diminuição resultou em uma economia estimada superior a R$ 150 milhões para o Sistema Único de Saúde.

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Notícias do Brasil – O projeto Saúde em Nossas Mãos vem apresentando resultados expressivos na redução de infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades hospitalares públicas do Brasil. Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, a iniciativa conseguiu diminuir em 26% a ocorrência dessas infecções em unidades de terapia intensiva de adultos, crianças e neonatais.

A redução dos casos teve impacto direto nos custos do sistema público de saúde. Com menos infecções hospitalares, a estimativa é de que o Sistema Único de Saúde tenha economizado mais de R$ 150 milhões no período analisado, considerando gastos com tratamentos prolongados, medicamentos e internações adicionais.

O projeto foi desenvolvido por hospitais de referência nacional, entre eles Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Albert Einstein, Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. As instituições integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde.

A proposta do Saúde em Nossas Mãos é atuar diretamente em UTIs brasileiras com foco na prevenção de três tipos de infecções consideradas graves: infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário relacionada ao uso de cateter vesical.

De acordo com a coordenação do projeto, a iniciativa promove um processo contínuo de aprendizagem entre os profissionais envolvidos e prioriza medidas eficazes de prevenção. As infecções combatidas pelo programa são apontadas como responsáveis pelo aumento da morbidade, da mortalidade e dos custos hospitalares, apesar de serem, em grande parte, evitáveis.

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Estimativas globais indicam que as infecções relacionadas à assistência à saúde podem causar até 3,5 milhões de mortes por ano em todo o mundo. No Brasil, cada caso evitado representa uma economia que varia entre R$ 60 mil e R$ 110 mil aos cofres públicos.

LEIA MAIS: Sob gestão do prefeito David Almeida, maternidade Moura Tapajóz entra na lista dos 100 melhores hospitais públicos do país

A meta do projeto Saúde em Nossas Mãos é ainda mais ambiciosa. A iniciativa pretende alcançar uma redução de 50% dessas infecções hospitalares até o final deste ano, ampliando os benefícios tanto para os pacientes quanto para o sistema público de saúde.

Agência Brasil

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