Queimadas em Terras Indígenas aumentam 105% em 2024 durante governo Lula, aponta Ipam
Dados do Instituto mostram a falta de ação eficaz do governo petista diante do avanço do fogo em territórios indígenas.
- Governo Lula registrou maiores índices de áreas queimadas no Brasil, aponta INPE-Foto: Reprodução
O número de queimadas em Terras Indígenas (TIs) no Cerrado subiu 105% em 2024, segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). De janeiro a setembro, foram mais de 2,8 milhões de hectares destruídos pelo fogo, uma alta alarmante em comparação com os 1 milhão de hectares queimados em 2023. Os dados são reflexo da falha do governo Lula em implementar medidas de combate a incêndios de forma eficaz nesses territórios.
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Dos 93 territórios do bioma, 63 registraram incêndios neste ano, sendo a TI Pimentel Barbosa a mais afetada, com 69,28% de sua área queimada. A TI Parabubure e a TI Areões, ambas no Mato Grosso, também sofreram com grandes perdas de vegetação. Essa crise aponta para uma insuficiência nas políticas públicas do governo federal, criticado por não impedir o avanço das queimadas.
O Ipam alerta que 24% das TIs no Cerrado tiveram mais de 30% de sua área queimada, e parte das chamas poderia ter sido controlada com estratégias preventivas. No entanto, falta coordenação para realizar queimadas prescritas e controladas nos períodos certos, essenciais para prevenir incêndios descontrolados.
Diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar destaca que terras indígenas são as áreas mais bem preservadas do Brasil, mas a invasão do fogo, além do período de queima controlada, ameaça sua integridade. Alencar cobra ações mais firmes e contínuas, pois as políticas atuais se mostram insuficientes.
A situação revela um retrocesso ambiental significativo, segundo ambientalistas, que esperavam maior compromisso com a preservação dos biomas.
Redação AM POST
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