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Quem criou o Pix? Entenda como nasceu o sistema que revolucionou os pagamentos no Brasil

Tecnologia foi idealizada pelo Banco Central e atravessou três governos até chegar aos brasileiros.

Por Natan AMPOST

04/06/2026 às 16:04

Resumo 


A disputa política em torno da autoria do Pix voltou ao centro do debate após críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Mas afinal, quem criou o Pix? A resposta envolve três governos diferentes, decisões técnicas do Banco Central e um projeto que começou anos antes do lançamento oficial em 2020.

Notícias do Brasil –  A discussão sobre quem criou o Pix voltou a ganhar força após declarações de lideranças políticas e críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Enquanto aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que o Pix é um patrimônio nacional, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que a ferramenta foi criada durante sua gestão.

Apesar da disputa política, a história do Pix mostra que sua criação não foi obra de um único governo ou de um único político. O sistema nasceu dentro do Banco Central e passou por diversas etapas de desenvolvimento até ser lançado oficialmente em novembro de 2020.

O que é o Pix?

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos que permite transferências de dinheiro em poucos segundos, durante 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo feriados.

A ferramenta pode ser utilizada por meio de contas correntes, poupança e contas de pagamento, eliminando a necessidade de esperar horários bancários para realizar transferências.

Desde seu lançamento, o Pix se tornou uma das principais formas de pagamento do país, substituindo gradualmente TEDs, DOCs e até parte das operações realizadas com dinheiro em espécie.

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As primeiras discussões começaram em 2014

Embora o lançamento tenha ocorrido em 2020, a ideia de criar um sistema nacional de pagamentos instantâneos começou a ser debatida anos antes.

Segundo documentos do Banco Central, a primeira manifestação formal sobre a necessidade de desenvolver soluções de pagamento em tempo real ocorreu em 2014, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Naquele período, relatórios técnicos já apontavam a necessidade de criar mecanismos que permitissem pagamentos rápidos, acessíveis e disponíveis de forma ininterrupta para a população.

Ainda não existia o nome Pix, mas o conceito de pagamentos instantâneos já estava sendo estudado pela autoridade monetária.

Desenvolvimento começou no governo Temer

O projeto ganhou forma concreta em maio de 2018, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer.

Na época, o Banco Central publicou a Portaria nº 97.909, criando oficialmente um grupo de trabalho voltado ao desenvolvimento de um ecossistema nacional de pagamentos instantâneos.

O objetivo era construir um sistema que fosse competitivo, seguro, eficiente e acessível para toda a população.

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Esse grupo reuniu representantes do mercado financeiro, instituições de pagamento, especialistas e integrantes do próprio Banco Central.

Segundo a autoridade monetária, mais de 130 participantes contribuíram para o projeto ao longo das discussões iniciais.

Bases do sistema já estavam definidas

Mesmo antes de receber o nome Pix, várias características atuais da plataforma já estavam previstas nos documentos elaborados pelo Banco Central.

Entre elas estavam:

  • Funcionamento 24 horas por dia;
  • Operação durante todos os dias do ano;
  • Liquidação instantânea das transações;
  • Infraestrutura centralizada operada pelo Banco Central;
  • Disponibilidade para diferentes instituições financeiras.

Em dezembro de 2018, ainda no governo Temer, o Banco Central divulgou um comunicado oficial estabelecendo os requisitos fundamentais para a implementação do novo sistema.

Foi nesse momento que a instituição assumiu formalmente a liderança do projeto.

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Infraestrutura foi criada durante o governo Bolsonaro

A fase de desenvolvimento tecnológico começou em outubro de 2019, já durante o governo de Jair Bolsonaro.

Nesse período, equipes técnicas passaram a construir toda a infraestrutura necessária para colocar o sistema em funcionamento.

O nome “Pix” surgiu oficialmente em fevereiro de 2020.

Segundo o Banco Central, a marca foi inspirada em conceitos ligados à tecnologia, transações digitais e comunicação instantânea.

Ao longo daquele ano, instituições financeiras passaram por testes e adaptações para integrar suas plataformas ao novo sistema.

Lançamento ocorreu em novembro de 2020

O cadastramento das primeiras chaves Pix começou em outubro de 2020.

Pouco depois, em 3 de novembro, a ferramenta entrou em operação de forma restrita.

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O lançamento oficial para toda a população ocorreu em 16 de novembro de 2020.

Desde então, o crescimento foi acelerado. Em poucos anos, o Pix se transformou no principal meio de pagamento digital do país, movimentando trilhões de reais e sendo utilizado por milhões de brasileiros diariamente.

Curiosamente, semanas antes da estreia oficial, Jair Bolsonaro demonstrou desconhecer detalhes do novo sistema ao ser questionado por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada.

Na ocasião, após ouvir uma explicação sobre a novidade criada pelo Banco Central, afirmou que conversaria com o então presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

Afinal, quem criou o Pix?

A resposta mais precisa é que o Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil.

A concepção da ideia começou durante o governo Dilma Rousseff, o projeto foi estruturado e formalizado durante o governo Michel Temer e a implementação tecnológica, os testes finais e o lançamento ocorreram durante o governo Jair Bolsonaro.

Por isso, especialistas costumam apontar que o Pix é resultado de um processo institucional conduzido pelo Banco Central ao longo de vários anos, atravessando diferentes administrações federais.

Independentemente da disputa política, o sistema se consolidou como uma das maiores inovações do setor financeiro brasileiro e passou a ser referência internacional em pagamentos instantâneos.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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