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Relator da CPMI do INSS pede investigação de Dias Toffoli e esposa de Moraes

Parecer também recomenda apuração de contrato envolvendo esposa de Alexandre de Moraes e aponta possível tráfico de influência.

Por Natan AMPOST

27/03/2026 às 17:32 - Atualizado em 28/03/2026 às 07:02

Resumo


Relatório da CPMI do INSS recomenda investigar Dias Toffoli e contrato ligado à esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master. Caso envolve suspeitas de tráfico de influência.


Notícias do Brasil – O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, apresentado nesta sexta-feira (26), ampliou o alcance das investigações ao recomendar a apuração de possíveis conexões entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O documento, elaborado pelo relator Alfredo Gaspar, sugere que a Polícia Federal investigue a relação entre o ministro Dias Toffoli e o empresário.

A recomendação foi encaminhada também à Procuradoria-Geral da República e ao Senado Federal, responsáveis por avaliar eventuais desdobramentos legais envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Contrato envolvendo esposa de ministro entra na mira

Além de Toffoli, o relatório também pede investigação sobre um contrato de R$ 129 milhões firmado entre Daniel Vorcaro e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

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Segundo o documento, a apuração deve verificar se há indícios do crime de tráfico de influência, especialmente diante dos valores envolvidos e das circunstâncias do acordo.

A suspeita levantada é de que relações institucionais possam ter sido utilizadas para beneficiar interesses privados, hipótese que deverá ser analisada pelos órgãos competentes.

Indícios apontados pela CPMI

De acordo com Alfredo Gaspar, as investigações conduzidas pela comissão identificaram elementos que sugerem vínculos entre pessoas próximas a ministros do STF e o Banco Master.

O relator classificou a instituição financeira como uma das envolvidas em possíveis irregularidades relacionadas a empréstimos consignados vinculados a aposentadorias e pensões do INSS.

O chamado “Caso Master” ganhou força nos últimos meses, à medida que a CPMI avançou sobre operações suspeitas envolvendo benefícios previdenciários.

Leia também: STF derruba prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2 e encerra comissão

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Declarações reforçam gravidade

O presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, também comentou o teor das recomendações e defendeu apuração rigorosa.

“Ações dos ministros em áreas particulares, na qual há a hipótese de que o ministro tenha feito advocacia administrativa, tenha usado do cargo para ajudar o Banco Master e teria, em tese, recebido pelo escritório da mulher, com um contrato totalmente fora do mercado, isso tem que ser investigado”, afirmou.

Segundo ele, cabe ao Senado analisar possíveis crimes de responsabilidade, enquanto a PGR deve avaliar a abertura de inquérito.

Falta de posicionamento dos citados

A CNN Brasil informou que procurou os envolvidos para comentar o caso.

O escritório de Viviane Barci declarou que não irá se manifestar sobre o assunto. Já os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não responderam até a publicação.

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A ausência de posicionamento mantém as acusações no campo das recomendações da CPMI, que ainda dependem de análise formal pelos órgãos responsáveis.

Fim dos trabalhos da CPMI

O relatório foi apresentado após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a liminar do ministro André Mendonça, a qual permitia a prorrogação dos trabalhos da comissão.

Com isso, a CPMI encerra suas atividades com um documento que reúne recomendações de indiciamento e pedidos de investigação.

Leia também: STF derruba prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2 e encerra comissão

Mais de 200 indiciamentos

Além das recomendações envolvendo autoridades e empresários, o relatório pede o indiciamento de mais de 200 pessoas por suposto envolvimento em fraudes no sistema previdenciário.

Entre os nomes citados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A lista inclui ainda servidores, operadores financeiros, dirigentes de entidades e empresários apontados como participantes do esquema.

Investigação sobre fraudes no INSS

Instalada em agosto de 2025, a CPMI teve como objetivo apurar um suposto esquema de fraudes envolvendo aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

Ao longo dos meses, a comissão identificou indícios de irregularidades em contratos de crédito consignado, especialmente relacionados ao Banco Master.

As investigações indicam que o esquema pode ter causado prejuízos bilionários aos cofres públicos e aos beneficiários do sistema previdenciário.

Próximos passos

Com o encerramento da CPMI, as recomendações agora seguem para análise da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Senado.

Esses órgãos deverão decidir sobre a abertura de investigações formais e eventuais responsabilizações.

O caso deve continuar gerando repercussão política e jurídica, especialmente por envolver nomes de destaque no cenário nacional e possíveis conexões entre o setor público e interesses privados.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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